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06 de Nov de 2010
Sistema é entendido como um conjunto formado por elementos interdependentes, como as plantas cultivadas, os espaços, as redes sociais, a cultura material, os sistemas alimentares, os saberes, as normas e os direitos.
Sistema Agrícola do Rio Negro é entendido como um conjunto formado por elementos interdependentes. Foto: Márcio Silva/ Acervo-DA Sistema Agrícola do Rio Negro é entendido como um conjunto formado por elementos interdependentes.
Manaus - O conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tombou e registrou como patrimônio Cultural do Brasil o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, que envolve mais de 22 etnias indígenas do Amazonas. A decisão foi tomada na última sexta-feira, em reunião do órgão no Rio de Janeiro.
A proposta de registro como Patrimônio Cultural do Brasil, encaminhada pelo Iphan foi apresentada pela Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN), pela Associação Indígena de Barcelos (Asiba) e pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn).
O Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro é entendido como um conjunto formado por elementos interdependentes, como as plantas cultivadas, os espaços, as redes sociais, a cultura material, os sistemas alimentares, os saberes, as normas e os direitos.
De acordo com o Iphan, ainda hoje no Brasil, um sistema agrícola é capaz de determinar a organização social de etnias e permite, inclusive, um mapeamento das línguas e costumes.
Em linhas gerais, esse é o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, de um povo indígena que considera as mandiocas como seres com atributos semelhantes aos humanos como sentimentos, hierarquia, sociabilidade, coletividade e individualidade. A mandioca possui também a capacidade de se comunicar entre si e com as mulheres, que são as donas das roças.
O cultivo da mandioca brava (manihot esculenta) é a base desse sistema que reúne os mais de 22 povos indígenas que vivem ao longo do Rio Negro, em um território que abrange os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, até a fronteira do Brasil com a Colômbia e a Venezuela.
De acordo com o Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, (DPI/Iphan), o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, onde o homem prepara a roça e a mulher trabalha na colheita, organiza um conjunto de saberes e modos de fazer enraizados no cotidiano dos povos indígenas da região noroeste do Amazonas.
Esse bem cultural apresenta contexto multiétnico e multilinguístico, ou seja, os grupos indígenas compartilham formas de transmissão e circulação de saberes, práticas, serviços ambientais e produtos, de forma constante entre as etnias que o vivenciam.
O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural que avalia os processos de tombamento e registro, presidido pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, é formado por especialistas de diversas áreas.
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