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Sipam detecta vôos e pistas clandestinos

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
Autor: CYNEIDA CORREIA
31 de Mar de 2005

O Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) já detectou em Roraima várias pistas de pouso clandestinas e aeronaves suspeitas fazendo vôos sem autorização do Departamento de Aviação Civil (DAC). A afirmação foi feita ontem pelo coordenador de operações integradas do programa Sipam, Bruno da Gama Monteiro, após visita ao Ministério Público.
Segundo Monteiro, nestes casos, o sistema imediatamente emite um relatório para entidades parceiras como a Polícia Federal, no qual constam desde a trajetória do vôo da aeronave suspeita até o local onde ela está pousada. Essas informações sobre as aeronaves que cruzam o espaço aéreo da região podem ser utilizadas para as ações de combate ao narcotráfico.
Existem hoje 27 estações com terminais remotos do Sipam no Estado, algumas localizadas em aldeias indígenas. As informações obtidas por meio desses terminais remotos são enviadas via satélite com o Centro Técnico Operacional de Manaus (AM). Cada conjunto é composto por microcomputador, aparelho de fone-fax e pelo conversor, que permite a comunicação com o satélite.
Na questão ambiental, eles podem ajudar fazendo o monitoramento dos focos de calor, identificando com antecedência possíveis incêndios florestais e enviando alertas meteorológicos com a previsão do tempo em intervalos de seis, 24 e 48 horas.
Os pelotões de Fronteira do Exército na Amazônia também já estão ligados por meio de um terminal de usuário que permite o uso da internet por satélite. O mesmo acontece com a Polícia Federal e com os aviões da Força Aérea Brasileira que atuam na região.
O sistema, além de gerar imagens feitas por satélites, faz um mapeamento de toda a região onde esteja ocorrendo o problema, inclusive em áreas indígenas do estado. Uma grande quantidade de informação e conhecimento é gerada na forma de mapas, tabelas e relatórios.
INFRA-ESTRUTURA - A infra-estrutura que compõe a base tecnológica do Sipam consiste em um avançado sistema de meios técnicos, compostos por subsistemas de sensoriamento integrados por satélite, plataforma de coleta de dados, estações meteorológicas, aeronaves de vigilância, estações radar e exploração de comunicações instaladas e em operação em todos os estados da Amazônia, para produzir, em tempo real, os dados sobre os movimentos e situações que ocorrem na água, terra e no ar da região.
Em Boa Vista existem quatro computadores, instalados no Ibama, DNPM, 1ª Brigada e no Incra, além do Centro Estadual do Usuário, na Femact, que reúne outros quatro computadores.
No interior do Estado, o Sipam também dispõe de terminais remotos em Caracaraí, Alto Alegre, Mucajaí, Bonfim, Normandia, Pacaraima, São João da Baliza, São Luís do Anauá e nas comunidades indígenas Wai-Wai e Jatapuzinho, ambas no Sul do Estado.
As informações produzidas podem ser compartilhadas pelo poder público nas esferas federal, municipal e estadual e por entidades não governamentais, nas áreas de proteção ambiental, controle da ocupação e uso do solo, vigilância e controle de fronteiras, prevenção e controle de endemias e epidemias, atuação da defesa civil, identificação e combate de atividades ilícitas, proteção de terras indígenas, vigilância e controle do tráfego aéreo e da circulação fluvial.

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