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12 de Jun de 2017
Sinergia entre Natura e Body Shop deve atingir grupos extrativistas
Tatiane Bortolozi
SÃO PAULO - A Natura espera obter sinergias com fornecedores e no gerenciamento de comunidades extrativistas após a aquisição da varejista The Body Shop.
Natura e Body Shop usam ingredientes comuns, de grandes fornecedores, por vezes comuns, o que deve gerar ganhos de escala, afirmou o presidente-executivo da Natura, João Paulo Ferreira. A Natura deve rever os locais de manufatura e as formas de distribuição, disse ele, em teleconferência com analistas nesta segunda-feira (12).
A fabricante de cosméticos brasileira gerencia mais de 30 comunidades extrativistas no Brasil. A britânica, mais de 10 no mundo. "Existe uma tecnologia associada a isso e vamos conseguir ganhos nessa área", afirmou Ferreira.
O vice-presidente internacional da Natura, Robert Chatwin, acrescentou que as duas empresas têm ingredientes naturais em comum e sinergias fortes em formulação, preparação e pesquisa de produtos.
A rede de logística da Body Shop está concentrada em poucos fornecedores e em fábricas na Europa. A britânica surpreendeu a Natura pelo conhecimento na produção de produtos para a pele.
Já a marca australiana Aesop é voltada em cuidados com a pele e produtos para o corpo. A Natura, por sua vez, é reconhecida pelo conhecimento em fragrâncias. "Agora que somos um grupo, é mais natural buscar sinergias nas diversas categorias", disse Chatwin.
Natal
Depois da conclusão da compra da rede britânica The Body Shop, o foco da Natura estará nas vendas de Natal, disse Ferreira. O negócio seguirá sua rotina, afirmou.
A aquisição deve ser assinada em 90 dias, afirmou o vice-presidente financeiro José Roberto Lettiere.
Natura e L'Oréal, dona da Body Shop, estão em negociações exclusivas e aguardam a aprovação de conselhos de trabalhadores e autoridades regulatórias.
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