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18 de Nov de 2011
Os desafios encontrados, as conquistas e o planejamento das ações na saúde indígena brasileira. Estes foram destaques abordados pelo secretário Especial de Saúde Indígena, Antônio Alves, durante esta sexta-feira (18) no "Seminário Bahia/Nordeste de Saúde Indígena - Subsistema de Saúde Indígena: onde estamos e para onde vamos", que acontece em Salvador (BA), até sábado (19). O encontro reúne mais de 200 participantes, entre conselheiros de saúde, lideranças indígenas, além de técnicos e gestores do Ministério da Saúde.
Na ocasião, o secretário mostrou fotos da situação precária encontrada por ele e por técnicos durante visitas às aldeias, polos e Casas de Saúde do Índio (Casai) em diversas localidades, como Campinápolis (MT), Vale do Javari (AM), Barra do Garças (MT) e Macapá (AP). Para ele, o mobiliário, a estrutura física e os veículos de muitos lugares estavam sucateados. "Não se muda tudo isso em um ano, mas aceitei o desafio porque acredito que posso contribuir para mudar o quadro, e nós temos disposição e determinação", destacou.
Antônio Alves também apresentou um balanço das principais ações durante um ano de criação da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), no campo da infraestrutura, gestão, recursos humanos, atenção à saúde e controle social. De acordo com ele, a Sesai nasceu com a missão de fazer com que a atenção à saúde indígena seja integral, de qualidade, resolutiva e humanizada, como merecem esses povos. "Foi com este espírito que iniciamos a reestruturação do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SASISUS). Muito ainda falta caminhar, mas os primeiros resultados desse intenso trabalho já podem ser percebidos. Entre os principais destaques, está a autonomia de 29 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), dos 34 existentes, que já possuem Unidades Gestoras (UG) implantadas. A UG permite que o DSEI, por exemplo, realize compras de alimentos e locação de veículos.
Para Maria das Dores, da etnia Pataxó, o seminário é uma porta que está se abrindo para um novo tempo na atenção aos povos indígenas. "Espero que daqui uns dias, eu pegue o microfone para dizer que valeu, que vejamos mesmo acontecer, que quando precisar, o indígena que está na base tenha atendimento diferenciado e de qualidade. Estamos aguardando com paciência e dedicação, enquanto conselheira", disse.
Além disso, Antônio Alves falou sobre o Planejamento Estratégico 2011/2012 para a área. Segundo ele, o objetivo estratégico é implementar o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, articulado com o SUS, baseado no cuidado integral, observando as práticas de saúde e as medicinas tradicionais, com controle social, garantindo o respeito às especificidades culturais. "Para alcançarmos esse objetivo, nós estamos desenvolvendo 11 estratégias para os próximos anos", finalizou.
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