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Serviços de saúde em aldeias indígenas no AP terão contratos prorrogados pela Justiça

G1 g1.globo.com
08 de Jul de 2017

Um pedido urgente de tutela provisória feito pelo Ministério Público Federal (MPF) e acatado pela Justiça garantiu a prorrogação dos contratos temporários dos profissionais de saúde indígena que atuam no Amapá e Pará por mais 12 meses, a partir de 9 de julho de 2017.

A medida quer evitar que mais de 11 mil índios do Distrito Sanitário Especial Indígena do Amapá e Norte do Pará (Dsei/AP) fiquem sem acesso aos atendimentos regulares, até a contratação de concursados.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou a prorrogação na quinta-feira (6). No estado, são 1,3 mil indígenas atendidos por mais de 200 profissionais.

O procurador regional da República, Felício Pontes, enfatiza que a prorrogação é algo inevitável, pois não há tempo hábil para a realização de contratações por meio de convênios. No pedido, a prorrogação só deve ocorrer quando for assegurada que o serviço de saúde indígena seja feita seguindo os moldes do Edital de Chamamento Público no 1/2017, lançado em 15 de maio de 2017.

"A situação encontrava-se em estado emergencial devido à morosidade da União em adotar as providências necessárias para reposição do quadro de profissionais da saúde indígena no Amapá. A União possuiu o período de um ano para proceder às contratações, mas somente iniciou o processo em maio, último mês do prazo de encerramento do contrato", explicou no pedido.

Segundo o MPF, os contratos dos servidores da saúde, com vencimento para o dia 31 de dezembro de 2016, foram prorrogados três vezes para a contratação de profissionais por meio do modelo que a União entendesse adequado. A última prorrogação venceria em 30 de junho de 2017. No entanto, somente em maio foi publicado o edital de chamamento.

Além da contratação imediata de profissionais para composição de vagas para atendimentos médicos em aldeias do Amapá e Norte do Pará, MPF cobra da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) a melhor na qualidade e estrutura de atendimento.

Informações fornecidas ao MPF pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) de Macapá, em 2016, apontam que existia um déficit de mais de 400 profissionais para a plena assistência aos povos.

http://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/servicos-de-saude-em-aldeias-indig…

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