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21 de Out de 2008
´A Educação no Campo no Chão do Semi-árido Sergipano: Encontros e Caminhos´. Este é o tema do seminário que o Governo de Sergipe, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Comitê Estadual da Educação do Campos (Educampo), vai promover de 22 a 24 de outubro, no Hotel Delmar, em Aracaju. O objetivo do evento é discutir ferramentas que garantam o direito de aprender a cada criança e adolescente dos 36 municípios sergipanos localizados na região do semi-árido. O evento tem ainda o apoio da fundação americana Prudential.
Em março passado, o Governo do Estado assinou o Pacto Nacional um Mundo para a Criança e o Adolescente do Semi-Árido. Desse pacto, fazem parte ainda 10 estados brasileiros, oito ministérios e 20 organizações da sociedade civil. O Governo sergipano também constituiu o Comitê Estadual da Educação do Campo (Comitê Educampo), que vem promovendo ações com o objetivo de melhorar a qualidade de vida na região e apoiando momentos específicos da segunda edição do Selo UNICEF Município Aprovado (2007-2008).
Neste seminário, que será aberto às 19 horas pelo governador Marcelo Déda e o representante do Unicef para Bahia e Sergipe, Ruy Pavan, os gestores públicos, educadores e técnicos de organizações da sociedade civil debaterão e trocarão saberes rumo à consolidação de uma proposta político-pedagógica de educação do campo para convivência com o semi-árido.
De acordo com a presidenta do Comitê Educampo, Amarize Soares Cavalcante, uma grande somação de esforços está acontecendo para assegurar que esta modalidade de educação reconheça as necessidades próprias das pessoas, a diversidade e a realidade do campo, aliada à construção de política pública em que as crianças e adolescentes sejam posicionados como sujeitos de direito. Amarize também citou a existência de debates, na perspectiva de aprofundar a compreensão de que o campo é um lugar de vida, de saber, de cultura.
Para o Comitê, a Educação do Campo é toda ação educativa desenvolvida junto aos povos do campo como pescadores, quilombolas, extrativistas, indígenas, camponeses, assentados, reassentados, lavradores, ribeirinhos, caiçaras, roceiros, sem-terra, agregados, caboclos, meeiros ou bóias-frias. Ainda na concepção do Comitê, essa educação lida com os saberes do povo e ajuda a aprofundar os conhecimentos que ele já possui. Enfim, é uma educação que tem a função de trabalhar a ética, a cultura, a conscientização e o desenvolvimento humano, ressaltou a Amarize Cavalcante.
Metodologia
De acordo com ela, o ponto de partida para alcançar a concretização da proposta é a construção de um projeto político-pedagógico que considere as novas relações entre as pessoas e a natureza. Também devem ser levados em conta, segundo a presidenta, a sustentabilidade ambiental, agrícola, agrária, econômica, social, política e cultural, bem como a equidade de gênero etnico-racial, intergeracional e a diversidade sexual.
A identificação dos povos do campo com o que é trabalhado em sala de aula e o fortalecimento da auto-estima das meninas e meninos serão elementos importantes na construção deste novo olhar para a educação do campo no Semi-árido sergipano, finalizou.
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