Gazeta do Acre-Rio Branco-AC
25 de Nov de 2003
Essencialmente baseada na subsistência, a economia indígena não significa apenas alimentação, mas as condições necessárias para uma vida em abundância. Significa não só fartura de caça, pesca, produtos de roça ou frutas silvestres, mas também aperfeiçoamento de técnicas que facilitam a obtenção e o manejo necessário dos recursos naturais, condição para a sobrevivência de todos.
Nesta quarta-feira, 26 de novembro, às 16 horas, no mini-auditório da biblioteca do INPA, o gerente do setor comercial da Associação YAKINÕ, Rafael Custódio, faz palestra sobre "Economia nas Comunidades Indígenas", onde pretende provocar reflexões que venham a contribuir com as diversas iniciativas em curso ou projetos futuros na linha das chamadas alternativas econômicas, auto-sustentação ou etnodesenvolvimento.
Segundo Custódio, "a economia atual incorpora novas necessidades que as técnicas e os conhecimentos tradicionais, por si só não conseguem resolver". Tendo essa idéia como ponto de partida, serão abordados dois momentos históricos distintos, embora necessariamente interligados: a economia tradicional (antes do contato) e a economia atual (pós-contato).
O palestrante adiantou que, como pressuposto básico para o futuro das economias indígenas deve-se ter, por um lado, a idéia de autogestão territorial e, por outro, políticas públicas adequadas e eficazes para apoiar e dar conta dessa atual realidade e demanda indígena, sem demagogia, sem medo, superando a política do faz de conta.
No seu entendimento, as lideranças e organizações indígenas deverão ter a clareza do que representa esse desafio e dilema cultural-econômico. "Muito se fala e se cobra, mas com pouca clareza do que é, e de como se quer. Essa fal-ta de clareza, muitas vezes, contribui para permitir a implantação e expansão de estra-gos irreversíveis da economia globalizada.(INPA)
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.