Midiamax News
Autor: Milena Crestani e Rodrigo Nascimento
13 de Abr de 2007
Sem-terra e índios encerraram no fim da manhã desta sexta-feira protesto onde usaram estudantes para reforçar a manifestação. Pelo menos 1,5 mil pessoas saíram da Praça do Rádio Clube, descendo pela Rua 14 de Julho, seguido até a Rua 13 de Maio e finalizando na Praça Ary Coelho, portando faixas e cartazes no protesto denominado "Mobilização - Terra, Alimento, Educação e Dignidade", organizado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores).
Ao final da passeata, os manifestantes acompanharam palestras em que os representantes de índios, sem-terra e estudantes falaram sobre as reivindicações e lutas das classes. Alguns participantes do protesto chegaram ao local em dez ônibus e a Polícia Militar montou forte esquema de segurança com pelo menos 100 policiais para controlar trânsito e manter a ordem durante a manifestação. Conforme o major PM Flávio Luis, que coordenou o esquema de segurança, o objetivo da presença dos policiais foi trazer segurança às pessoas que participam da passeata.
Índios de dez cidades de Mato Grosso do Sul participam do manifesto. Eles chegaram a Capital em ônibus vindos de Paranhos, Dois Irmãos do Buriti, Aquidauana, Dourados Amambai, Iguatemi, Nioaque, Sidrolândia, Japorã, Miranda, além de representantes das aldeias urbanas de Campo Grande. Eles pretendem, segundo o representante do Conselho Estadual dos Direitos Indígenas, Nito Nelson, chamar a atenção da população e do governo estadual para os problemas sociais enfrentados pelos indígenas. Eles reivindicam treze áreas, a maioria em Amambai e Dourados, reconhecidas como "terra indígena".
O movimento reuniu ao menos 500 indígenas, sendo que pelo menos 80 deles devem seguir para Brasília (DF) onde ocorre o movimento "Abril Indígena" em alusão ao Dia do Índio, manifestação semelhante em protesto que reúne indígenas de todo o País.
Sem-terra de acampamentos de Campo Grande e do interior do Estado, a maioria ligados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra), também participaram da passeata. Eles reivindicam a realização da reforma agrária e também a retomada dos programas sociais. Já os estudantes pedem a volta de programas como a "Bolsa Universitária" e "Cursinho Popular", além de estarem no movimento em solidariedade às reivindicações dos indígenas. A estudante Karol Mendes, que participou da passeata, afirma que pelo menos 500 alunos de escolas estaduais da Capital participaram da passeata.
O presidente da CUT, Alexandre Costa, afirmou que o principal objetivo da passeata foi mostrar ao governo estadual a importância dos programas sociais e alertar a sociedade sobre todas as dificuldades enfrentadas por sem-terra e índios.
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