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Seguro ambiental

O Globo, Panorama Político, p. 2
Autor: CRUVINEL, Tereza
06 de Set de 2007

Seguro ambiental

Tereza Cruvinel

As empresas têm o curioso hábito de realizar os lucros e repartir com a sociedade os custos sociais e, em alguns casos, ambientais, causados por suas atividades. Por exemplo, o desastre da Ingá Mercantil , em Itaguaí, que lucrou muito por longo tempo, contaminou a Baía de Sepetiba com cádmio e zinco, faliu e deixou a conta para o povo fluminense. Lembra o secretário Carlos Minc que muitos países abrigam atividades econômicas de alto risco ambiental mas obrigam as empresas a contraírem um seguro específico.

O dano causado pode, eventualmente, ser maior que o patrimônio da empresa. O IRB (Instituto de Resseguros do Brasil) criou a carteira de seguro ambiental em 1991 mas até agora, praticamente nenhuma empresa aderiu.

- Além de não ser obrigatório, muitas se fiam na impunidade. E as próprias seguradoras têm dúvidas quanto aos cálculos atuariais dos riscos envolvidos - diz Minc.

Os ambientalistas defendem a obrigatoriedade, que exige uma lei federal. Para não pagar sinistros milionários, as próprias seguradoras se converteriam em fiscais da prevenção. O setor público gastaria menos com obras de descontaminação e com indenizações.
Minc fez uma aliança com seus colegas de São Paulo (Xico Graziano) e de Minas (José Carlos Carvalho).
Juntos farão um seminário em outubro, reunindo o setor produtivo, ambiental e segurador em busca de um marco legal que torne os seguro ambiental praticável.

O Globo, 06/09/2007, Panorama Político, p. 2

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