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Segurança nas aldeias preocupa e vira tema de audiência pública

O Progresso - http://www.progresso.com.br/
14 de Mai de 2014

A Câmara de Dourados sedia hoje audiência pública que tem como foco debater a questão da segurança nas aldeias Jaguapirú e Bororó, que compõem a reserva indígena de Dourados. O evento tem início a partir das 19 horas, no plenário, com participação do palestrante Marco Antônio Delfino, procurador do Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS).

Segundo o vereador Aguilera de Souza, representante direto da comunidade indígena douradense e um dos responsáveis pela organização da audiência, a intenção do encontro é tentar encontrar uma solução coerente para a falta de ações do poder público nas aldeias, principalmente no âmbito do combate à violência. Dados oficiais mostram que somente neste ano, sete pessoas já foram assassinadas na reserva. Ainda de acordo com o vereador, não existem patrulhamentos periódicos e as ações da Força Nacional de Segurança são meramente paliativas. "A segurança pública é dever do Estado, e o crescimento latente dos níveis de violência na reserva indígena de Dourados é assustador, por isso o povo indígena exige ações para inibir e resolver esse problema", explica Aguilera.

Entre os participantes da audiência estará o vice-cacique da aldeia Jaguapirú, o professor Laucídio Ribeiro Flores. Ele disse que vai aproveitar a oportunidade para cobrar uma maior atuação da Força Nacional. "Acredito que a Força poderia cooperar ainda mais com os líderes comunitários, intensificando os trabalhos de fiscalização em toda a reserva", disse.

Ele lembra que o tráfico de drogas e o consumo irresponsável de bebidas alcoólicas podem ser enquadrados como os principais responsáveis pelo crescimento da violência. Os mais afetados são os jovens. "Os pais não conseguem mais controlar seus filhos e os adolescentes estão se entregando às bebidas e às drogas. A lideranças das aldeias até que fazem um bom trabalho de fiscalização, amparadas por Lei, apreendendo armas e resolvendo conflitos menos complexos, mas se o poder público não estender a mão a nós para que haja um combate mais eficiente, acredito que nunca sairemos desta situação", destacou.

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