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Secretário destaca autonomia dos distritos

Sesai - http://portal.saude.gov.br/
19 de abr de 2011

No evento de lançamento de programas do Sistema Único de Saúde (SUS) na área da saúde indígena, o secretário nacional de saúde indígena, Antônio Alves de Souza, destacou a publicação da autonomia dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) como principal medida anunciada.

Os programas foram lançados durante o "Abril Saúde Indígena", em Brasília. O evento teve a participação do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do presidente da Fundação Nacional do Índio, Márcio Meira, de lideranças indígenas e de técnicos da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).

Para Antônio Alves, a autonomia é uma forma de agilizar e qualificar o serviço oferecido aos indígenas. "É uma honra poder participar de um dia histórico para a saúde indígena. A reivindicação da autonomia gerencial dos DSEIs é um antigo sonho do movimento indígena. Esta autonomia é fundamental para a reestruturação dos serviços de atenção à saúde".

O sentimento foi compartilhado por Alexandre Padilha, que comentou o significado da conquista para os trabalhadores e usuários do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (Sasi-SUS) . "Antes mesmo da publicação da Lei Arouca, que criou os DSEIs em 1998, o conceito de uma unidade de saúde autônoma que compreendesse os diversos territórios indígenas já era existente. É um sonho antigo que podemos atender hoje, no dia do índio".

Adaptação e responsabilidades

Padilha lembrou que a autonomia gera direitos e deveres aos gestores, e chamou a atenção para as especificidades da área. "O Antônio Alves trabalha dia e noite para adaptar os programas do SUS a realidade indígena. A saúde indígena transcende os limites de municípios e estados. São territórios interligados pela cultura de cada povo", explicou o ministro.

Em sua fala, Antônio Alves apresentou os programas a serem implantados na saúde indígena e destacou o papel dessas ações para o Sistema Único de Saúde (SUS). "O Brasil Sorridente Indígena, por exemplo, pode levar Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) a municípios que ainda não possuem. Neste caso a saúde indígena ajuda o SUS, já que os CEOs também são utilizados pelo resto da população desses municípios".

Outro ponto destacado foi a adaptação dos programas do Ministério da Saúde à cultura indígena. "No caso do Rede Cegonha, trabalhamos o programa de modo que o conhecimento das parteiras indígenas fosse incluído. O parto é tratado de forma diferenciada na cultura indígena. Sem a devida atenção a essa cultura a eficácia dos programas não é a mesma", concluiu o secretário.

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