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Secretaria do Índio incentiva piscicultura nas comunidades

Folha de Boa Vista - http://www.folhabv.com.br/
30 de Mar de 2010

O projeto de piscicultura entre os índios, desenvolvido pela Secretaria Estadual do Índio (SEI) em parceria com a Funai e Embrapa, é mais uma atividade econômica posta à disposição dos silvícolas. Para isso, eles usam os meios disponíveis nas comunidades, como os igarapés, lagos, açudes e tanques.

A comunidade de Água Fria, no município de Uiramutã, é a que mantém maior know how no setor, em razão de trabalhar com a cultura de peixes em cativeiro há mais de dez anos. Lá, os indígenas lidam com o sistema de represa em igarapés. A atividade é responsável por uma data importante, a Festa do Tambaqui, que acontece todo mês de dezembro.

Apesar de já consolidada, a atividade pesqueira de Água Fria conta com apoio do Governo do Estado, que este ano vai promover melhorias na infraestrutura, com a construção de galpão e reforma da represa (ampliação da área de cultivo). Essas ações estão orçadas em R$ 60 mil.

Ainda em Uiramutã, as comunidades Camararém e Flexal também cultivam peixes em cativeiro. A primeira acaba de fazer uma despesca de 12 toneladas de peixes. A partir da 2ª semana de abril, será realizado novo repovoamento dos dois tanques existentes (30mx50m cada). Serão lançados nas águas cerca de sete mil alevinos.

Na comunidade Flexal, foram postos nos dois tanques existentes cerca de 4 mil alevinos das espécies tambaqui e aracu, cuja despescagem está prevista para o mês de setembro. Hoje, a população de tambaquis está com peso médio de 1,2kg, enquanto os aracus pesam uma média de 600 gramas cada.

Em Normandia, as comunidades de Juazeiro, Napoleão e Raposa também criam peixes em cativeiro. Os criatórios mais importantes estão em Juazeiro, onde existem dez gaiolas plantadas em lagos naturais.

Nesta Semana Santa, a comunidade de Juazeiro vai fazer a despesca e colocar no mercado cerca de 20 toneladas de tambaqui. Os peixes pesam em média 3 kg cada.

A atividade ainda está em fase de implantação nas comunidades Raposa e Napoleão. O projeto está um tanto atrasado nessas duas localidades, em função da estiagem que castiga a região desde o fim do ano passado.

http://www.folhabv.com.br/fbv/noticia.php?id=83152

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