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Saúde lança Rede Cegonha Indígena

Sesai - http://portal.saude.gov.br/
Autor: Valéria Amaral
19 de abr de 2011

Programa prevê ações estratégicas que vão aumentar o acesso e qualificar a assistência das mulheres e crianças indígenas antes, durante e após o parto

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou nesta terça-feira (19), em Brasília, a Rede Cegonha Indígena, um conjunto de medidas para garantir às mulheres e crianças indígenas atendimento adequado, seguro e humanizado desde a confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal e o parto, até os dois primeiros anos de vida do bebê. "Estamos adaptando os programas lançados pelo governo federal este ano à realidade indígena, com objetivo de garantir investimento, ações que atendam as diferenças desse público e, assim, avançarmos na assistência à saúde dos povos indígenas", explicou o ministro.

As medidas previstas nesta rede buscam garantir às mulheres indígenas acesso ao planejamento reprodutivo, observando as especificidades étnicas e culturais. Entre as estratégias do programa, está a qualificação do pré-natal intercultural, por meio da capacitação de profissionais, parteiras e cuidadores das medicinas tradicionais. Além disso, a realização testes de hepatite B, HIV, sífilis e profilaxia de prevenção para mulheres e recém-nascidos e, caso necessário, atendimento especializado nas gestações de risco.
A meta é levar as ações inseridas na Rede Cegonha Indígena a toda essa população beneficiando mulheres em idade reprodutiva, na faixa de 10 a 49 anos, e crianças até 2 anos de idade ( 184,8 mil mulheres e 33 mil crianças). Inicialmente, o cronograma de implantação da rede priorizará as regiões da Amazônia Legal e Nordeste - que têm os mais altos índices de mortalidade materna e infantil - e as regiões metropolitanas de Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR) e Campinas (SP).

Desde a descoberta da gravidez até o parto, as gestantes indígenas terão acompanhamento das equipes de saúde. Caso seja necessário, as grávidas serão encaminhadas aos postos de saúde mais próximos das aldeias para realização de exames, sempre com o acompanhando de um profissional da saúde indígena.

A Rede Cegonha também prevê a qualificação dos profissionais de saúde que darão a assistência adequada às gestantes e aos bebês. Serão capacitados os profissionais que atuam tanto na atenção primária, como em serviços de urgências obstétricas. Além disso, será desenvolvida uma capacitação para as parteiras indígenas tradicionais que realizam os partos nas aldeias e estão envolvidas durante o parto e o nascimento.

A ideia é somar às atividades da medicina tradicional indígena alguns cuidados da medicina ocidental. Para isso, será distribuído kit parteira que é composto por 32 itens (tesoura, luva, equipamento para sugar excesso de muco nasal e reanimar quando nascem sem respirar, entre outros).

http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=ds…

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