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São Mateus vai ganhar 6 parques

OESP, Metrópole, p. C8
12 de Nov de 2008

São Mateus vai ganhar 6 parques
A maior das áreas verdes ficará fechada ao público

Bárbara Souza

São Mateus, na zona leste de São Paulo, deverá ganhar seis parques - um deles com mais de 2,4 milhões de metros quadrados - como compensação pela construção de mais um aterro sanitário. A entrega está prevista para o segundo semestre de 2009. O Aterro São João deve encerrar as atividades em abril. A maior das áreas verdes, porém, o Parque Natural, será de preservação integral e fechada ao público - a intenção é preservar o ecossistema, que tem vegetação nativa e será enriquecido com mais árvores.

A criação e a manutenção dos parques ficarão sob responsabilidade da Ecourbis - que faz a coleta de 6 mil toneladas de lixo por dia, de 6 milhões de habitantes das regiões sul e leste da capital. A desapropriação das duas áreas que vão compor o Parque Natural estará a cargo da Secretaria de Serviços.

O desativado Aterro Sapopemba será um dos parques. "Fizemos toda a análise e ele não oferece nenhum risco", disse o presidente da Ecourbis, Ricardo Acar. A empresa, que tem contrato com a Prefeitura por mais 16 anos, prevê investir R$ 35 milhões nas compensações ambientais. O Morro do Cruzeiro, com 5 mil m², além de parque ganhará centro de referência ambiental. "A compensação é uma das maiores na cidade", afirmou.

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) definiu ontem, em publicação no Diário Oficial da Cidade, as responsabilidades para a compensação pelo aterro. Entre elas está a criação, pela Ecourbis, de cinco áreas verdes na borda do Parque Natural, com 20 mil m², abertas ao público. "Trata-se de um conjunto grande de obrigações ambientais, que tendem a interromper o processo de degradação daquela área", afirmou o chefe de gabinete da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, Hélio Neves.

Previsto para ter as atividades iniciadas em julho do próximo ano, o novo aterro, chamado de Central de Tratamento de Resíduos Leste, é vizinho do São João e tem 1,1 milhão de m². Sua instalação vai custar cerca de R$ 100 milhões e, além de ser o destino final do lixo, terá central de captação de biogás e usina de compostagem.

OESP, 12/11/2008, Metrópole, p. C8

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