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São Gabriel (AM) registra primeiro caso suspeito de coronavírus

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24 de mar de 2020

São Gabriel (AM) registra primeiro caso suspeito de coronavírus
O primeiro caso suspeito de coronavírus em São Gabriel (AM) deixa as autoridades preocupadas por ser região indígena.

Por Iram Alfaia, de Brasília

Depois dos poderes municipal e estadual decretarem interrupção de transporte aéreo e fluvial para São Gabriel da Cachoeira, distante a 810 quilômetros de Manaus, o município registrou o primeiro caso suspeito do coronavírus (Covid-19).

Segundo informações do Instituto Socioambiental (ISA), trata-se de uma passageira da lancha Expresso que chegou ao município no último sábado, dia 21, vinda de Brasília. Ela se encontra em isolamento, aguardando o resultado do exame.

O isolamento passou a vigorar a partir de segunda-feira, dia 23, e visa proteger a região da Cabeça do Cachorro. Com isso, serão evitados os efeitos da chegada da doença na população indígena de 23 etnias do Rio Negro.

Outro problema no município foi a chegada de um barco recreio da empresa Lady Luiza que saiu de Manaus na última sexta-feira, dia 20, em direção a São Gabriel.

Cerca de 100 pessoas estão impedidas de desembarcarem no município para suas casas e aldeias.

Enquanto aguardam a chegada de testes rápidos para coronavírus, o ISA informou que a decisão era de que os passageiros ficassem de quarentena no próprio barco por 14 dias, com autorização do governador Wilson Lima.

Comitê de prevenção
Foi formado no município o Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Novo Coronavírus, que reúne entidades como Fundação Nacional do Índio (Funai), o Instituto Socioambiental (ISA), a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), o Exército brasileiro e todas as secretarias municipais.

O Comitê produziu materiais de comunicação e educação da população, majoritariamente indígena e falante de quatro línguas co-oficiais (Nheengatu, Tukano, Baniwa e Yanomami).

"É uma corrida contra o tempo dos integrantes do Comitê para juntar esforços e voluntários na produção dos materiais e tradutores que possam produzir os informes nas línguas locais", afirmou a enfermeira da Secretaria Municipal de Saúde, Eufélia Gonçalves, ex-secretária de Saúde do município.

"Temos que agir rápido para não deixar o coronavírus chegar aqui. Se tivermos uma proliferação de casos, como está havendo em outras cidades do Brasil, vamos ter uma verdadeira tragédia para os nossos povos, que são muito frágeis para essas doenças pulmonares e respiratórias", ressaltou Marivelton Barroso, do povo Baré, presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn).

Com informações do Instituto Socioambiental (ISA)

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