OESP, Metrópole, p. A15
19 de Fev de 2016
Samarco resiste em fazer compensações por lama
Acordo esbarra no fato de que mineradora não quer assumir obras de infraestrutura e de regeneração florestal
Isadora Peron e Luísa Martins
Esperado pelo advogado-geral da união, Luís Inácio Adams, para se concretizar até a primeira semana de fevereiro, o fechamento de um acordo que estabelece cerca de 30 ações de recuperação dos locais afetados pela lama da Samarco esbarra em um impasse. Apesar de haver concordado com a maioria dos programas propostos pelo governo, a mineradora resiste em aceitar a responsabilidade por obras de compensação, como saneamento básico - sob o argumento de que esse tipo de infraestrutura já não existia antes da tragédia.
Esses pontos de divergência foram "pulados" nas reuniões técnicas entre o governo e a empresa e devem voltar a ser discutidos na próxima semana. Está prevista para esta sexta-feira, 19, a consolidação das redações dos textos que já são consenso entre as partes. O acordo soma 120 páginas e ultrapassa as 200 cláusulas.
"Essas medidas (compensatórias) não estão dissociadas do acidente. É responsabilidade de quem provocou o dano ambiental compensar, através de outros mecanismos, aquilo que não poderá recompor", afirmou o procurador-geral do Espírito Santo, Rodrigo Rabello Vieira. O governo aponta como irreversíveis a poluição do Rio Doce, de onde será difícil retirar 100% dos rejeitos, e a eliminação de biodiversidade ao longo dos 600 quilômetros do rio.
A mineradora também problematiza ações de reflorestamento: é obrigada a reparar a área destruída, mas não gostaria, conforme recomenda o governo, de executar a regeneração florestal em locais adjacentes, como áreas de preservação permanente e de topos de morros.
OESP, 19/02/2016, Metrópole, p. A15
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