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Sabesp remaneja água de represas

OESP, Metrópole, p. C9
18 de Out de 2007

Sabesp remaneja água de represas
Guarapiranga recebe reforço da Billings e área que era abastecida pela Cantareira tem fornecimento do Alto Tietê

Eduardo Reina

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) já começou a fazer o remanejamento de água entre as represas para evitar desabastecimento nas localidades onde os sistemas estão com baixo nível de armazenamento devido a estiagem. O objetivo é evitar que os mananciais entrem em colapso e garantir o abastecimento na Região Metropolitana de São Paulo.

As torneiras de parte da população que mora na zona leste da capital, que recebia água do Sistema Cantareira, passou a consumir o líquido vindo do Sistema Alto Tietê. Esse manancial fornece água para 3,1 milhões de moradores de bairros da zona leste de São Paulo e dos municípios de Suzano, Itaquaquecetuba, Arujá, Ferraz de Vasconcelos e Poá, parte de Mauá, Santo André, Mogi das Cruzes e Guarulhos.

Já a Represa de Guarapiranga está recebendo ininterruptamente água vinda do braço Taquacetuba, Sistema Rio Grande (Billings). O Taquacetuba produz 4,2 mil litros de água por segundo e abastece 1,2 milhão de pessoas em Diadema, São Bernardo e parte de Santo André. Metade dessa produção diária vai para a Guarapiranga desde o início do mês. A Guarapiranga abastece 18,8% da Região Metropolitana e produz até 14 mil litros de água para atender 3,7 milhões de habitantes da zona sul e de parte da zona oeste da capital, o que inclui Morumbi, Butantã e Santo Amaro.

Anteriormente, os técnicos da Sabesp iriam aguardar o comportamento do clima e esperar pelas chuvas até o fim de outubro para então iniciar, ou não, o remanejamento entre os seis sistemas que abastecem a Grande São Paulo. A companhia produz cerca de 67 mil litros por segundo de água tratada. Mas a forte estiagem precipitou a ação. "É uma operação normal para não deixar faltar água. Ainda não existe uma ação clara para implementação de racionamento (rodízio). Vamos esperar que a previsão de chuvas fortes seja concretizada até o início de novembro", explicou Paulo Massato, diretor metropolitano da Sabesp.

Desde o final do último período de estiagem não é feito remanejamento para salvar os sistemas, que hoje estão em nível de alerta devido à falta de chuvas. A última vez em que o Taquacetuba mandou água para a Guarapiranga ininterruptamente foi em abril.

Nos primeiros 17 dias de outubro, a quantidade de chuva acumulada nas regiões dos sistemas produtores é muito baixa. Variam, em média, de 17,8 mm, na Cantareira, e 18,6 mm na Billings, a 7,5 mm no Alto Tietê e 6,3 mm no Sistema Alto Cotia. A média histórica para esse período, segundo a Sabesp, é de 132,8 mm na Cantareira, 138,1 mm na Billings, 114,9 mm no Alto Tietê e 122,4 mm no Alto Cotia. Uma diferença preocupante e muito grande.

Ontem, o Sistema Cantareira, maior reservatório de água do Estado, que abastece 55% da capital e Região Metropolitana de São Paulo (8,8 milhões de pessoas), estava com 30,5% de sua capacidade, 0,2 ponto porcentual abaixo da medição efetuada anteontem (30,7%). O Sistema Alto Tietê estava com 45,1% na terça-feira e 44,9% ontem.

O Sistema Rio Grande (Billings) é o que melhor conseguiu manter seu nível de armazenamento. Ontem estava com os mesmos 66,9% do dia 16. O Guarapiranga variou 0,3 ponto porcentual a menos, 34,1% de ontem contra 34,4% do dia anterior.

OESP, 18/10/2007, Metrópole, p. C9

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