OESP, Metrópole, p. A9
07 de Out de 2014
Sabesp não entrega plano de contingência no prazo previsto
A estatal pediu 5 dias para corrigir e enviar proposta revisada; ANA exige projeto para liberar mais água das represas
Fabio Leite
A Agência Nacional de Águas (ANA) divulgou ontem que ainda não recebeu a versão final do plano de contingência da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para o Sistema Cantareira. Há uma semana, a estatal paulista pediu cinco dias para encaminhar ao órgão regulador uma proposta revisada de operação do manancial. O prazo terminou ontem.
Segundo a ANA, o plano de operação dos reservatórios do Cantareira, incluindo regras e funcionamento das estruturas de bombeamento instaladas e a construir, "é imprescindível para que os órgãos reguladores possam analisar e autorizar" a utilização da segunda cota do volume morto do sistema.
Desde julho, o Cantareira opera exclusivamente com água do volume morto, que fica represada abaixo do nível dos túneis de captação. A primeira cota, de 182,5 bilhões de litros, começou a ser captada em 31 de maio e deve durar até meados de novembro, segundo cálculos do próprio governo Geraldo Alckmin (PSDB).
Para garantir o fornecimento de água na Grande São Paulo, onde 6,5 milhões de pessoas ainda são abastecidas pelo Cantareira, até março de 2015 sem decretar racionamento oficial, a Sabesp pretende utilizar uma segunda cota da reserva profunda, de 106 bilhões de litros. A ANA, contudo, condiciona essa autorização à apresentação do plano de contingência.
Segundo a agência, uma versão do plano foi entregue no dia 26 de setembro, mas, três dias depois, a Sabesp enviou um ofício informando que "o documento necessitava de correções em seu método/modelo".
Na primeira versão do plano, a Sabesp propunha a manutenção da retirada atual do manancial, de 19,7 millitros por segundo, e previu que os reservatórios tinham 93% de chance de chegar a abril de 2015, quando começa o próximo período de estiagem, com 10% da capacidade de seu volume útil. Considerando que o volume morto fica abaixo de zero da capacidade normal do sistema, o Cantareira está atualmente com o nível 12% negativo. Procurada, a Sabesp não se manifestou.
Campanha custará mais R$ 54 milhões
A Sabesp renovou até março de 2015 o contrato com as três agências de publicidade para manter no ar as campanhas de economia de água durante a crise hídrica. As novas ações custarão R$ 54,7 milhões por seis meses. O negócio foi fechado inicialmente por R$ 43,7 milhões em março deste ano, quando a empresa intensificou a campanha, mas sofreu acréscimo de 25%.
Segundo a Sabesp, "os aditivos foram feitos para as campanhas de conscientização para uso da água neste período de grave falta de chuva". As peças chegaram a ser suspensas durante a eleição, mas foram liberadas pela Justiça. /F.L
OESP, 07/10/2014, Metrópole, p. A9
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