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Sabesp diz que eventual repasse para prefeituras será discutido com agência

OESP, Metrópole, p. A14
17 de Jul de 2015

Sabesp diz que eventual repasse para prefeituras será discutido com agência
Presidente da companhia, Jerson Kelman, nega negociação com a Prefeitura de São Paulo

Fabio Leite - O Estado de S. Paulo

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) afirmou nesta quinta-feira, em nota, que "o eventual repasse para os consumidores dos custos das prefeituras municipais, não apenas a de São Paulo, na execução de atividades essenciais para o saneamento, urbanização de áreas irregulares, por exemplo, será oportunamente discutido com a Arsesp". O presidente da companhia, Jerson Kelman, afirmou, também em nota, que "não é verdade que a Sabesp esteja negociando com a Prefeitura de São Paulo repasse de 7,5% para os consumidores do município".
O Estado mostrou nesta quinta que a Arsesp já autorizou o repasse para os clientes da Sabesp em março de 2013, mas a medida está suspensa, segundo a própria companhia, a pedido do governo Geraldo Alckmin (PSDB) e da gestão Fernando Haddad (PT) "até a conclusão da revisão do contrato" firmado em 2010 entre a Prefeitura, o governo do Estado e a Sabesp. Segundo a administração municipal, a revisão deve ser concluída até setembro.
A autorização da Arsesp, que permite "o repasse na fatura dos serviços dos valores referentes aos encargos municipais", não restringe a medida a uma cidade específica. Mas em seu relatório de administração de 2014 e em documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em março deste ano, a companhia só menciona a possibilidade de repassar o encargo de 7,5% aos clientes da capital, que responde por 49,4% de sua receita.
Em maio deste ano, o diretor econômico-financeiro da Sabesp, Rui Affonso, disse em teleconferência com acionistas e investidores que o (repasse de) "7,5% aprovado para ser aplicado em contas no município de São Paulo" estava suspenso, "aguardando a revisão do contrato metropolitano". "Estão reabrindo a análise do contrato de São Paulo. Vai se iniciar agora o processo de discussão. No bojo dessa discussão está a questão do repasse de 7,5%", afirmou na ocasião.
O prefeito Fernando Haddad (PT) disse nesta quinta que não é o contrato da Prefeitura com a Sabesp que "fundamenta" o repasse. "Querer colocar a responsabilidade pelo aumento no contrato que foi assinado há mais de três anos é algo que eu não consigo compreender. Outra coisa são os problemas da própria Sabesp, de equacionar o seu plano de investimento. Não é o contrato", afirmou. A Arsesp informou que "não existe nenhum pleito para acréscimo de tarifas de saneamento do município de São Paulo".
A Sabesp não informou em quais dos 363 municípios onde opera, além da capital, um eventual reajuste na tarifa pode ocorrer. Em dezembro de 2014, a empresa aumentou a tarifa em 6,5%, índice que correspondeu à reposição pela inflação. Já no mês passado, a conta de água subiu mais 15,2%, reajuste extraordinário dado pela Arsesp para repor as perdas financeiras registradas pela companhia por causa da crise hídrica. No período, a fatura de quem consome até 10 mil litros de água por mês subiu de R$ 33,64 para R$ 41,28. / COLABOROU LUIZ FERNANDO TOLEDO

OESP, 17/05/2015, Metrópole, p. A14

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