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Sabesp continua a esperar chuva, mas já definiu formas de rodízio

OESP, Cidades, p. C3
06 de Fev de 2004

Sabesp continua a esperar chuva, mas já definiu formas de rodízio
Conforme o nível da Cantareira, bairros podem ficar sem água a cada 36 horas

MAURO MUG

Está tudo pronto para o racionamento no Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de 9 milhões de pessoas na capital e em municípios da Grande São Paulo. Os técnicos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), no entanto, vão aguardar pelas chuvas até o fim do mês, para se decidirem. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê para hoje a chegada de uma frente fria, que ao se encontrar com o ar quente e úmido sobre São Paulo pode provocar temporais.
"Se a bacia do Sistema Cantareira receber uma precipitação semelhante a que atingiu a região do Aricanduva, o nível do Cantareira sofrerá um salto fantástico, passando de 5,4% para 10%", aposta o engenheiro Amauri Pollachi, gerente do Departamento de Controle do Abastecimento da Sabesp.
Mas se as chuvas não forem suficientes até o fim do mês, a Sabesp já tem três alternativas para o racionamento no Cantareira: suave, intermediário e drástico. Deverão ficar fora do rodízio aproximadamente 2,5 milhões de pessoas, que se encontram em regiões que apresentam grande concentração de hospitais e unidades de saúde e alguns bairros onde é grande a dificuldade de normalização do abastecimento, por estarem em locais altos e distantes dos reservatórios. A Sabesp se negou a divulgar no momento os nomes desses bairros, para evitar polêmica.
Sabe-se que a área que vai do Hospital das Clínicas até o Jabaquara está recebendo 800 litros de água por segundo do Sistema Guarapiranga. Essa região normalmente é abastecida pelo Cantareira. Bairros que se localizam nas partes elevadas de Perus e Jaraguá deverão ter água normalmente.
Manobra - Por meio de manobras hidráulicas, o Guarapiranga poderia socorrer lugares atendidos pelo Cantareira. "Isso, no entanto, é impossível no momento, pois o Guarapiranga se encontra no limite de produção", diz Pollachi.

OESP, 06/02/2004, Cidades, p. C3

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