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Rondônia decreta estado de calamidade na saúde

OESP, Vida, p. A14
12 de Jan de 2011

Rondônia decreta estado de calamidade na saúde
No principal hospital de Porto Velho, pacientes dormem no chão e esperam meses pela realização de cirurgias

Gabriela Cabral

A superlotação de pacientes em hospitais de Rondônia levou o governador Confúcio Moura (PMDB) a decretar estado de calamidade e recorrer ao Ministério da Defesa. Hoje, uma equipe interministerial composta por representantes dos ministérios da Saúde, Integração Nacional e Defesa devem chegar a Porto Velho para avaliar a situação.
O governador pede que seja montado um hospital de campanha para retirar os pacientes do pronto-socorro do hospital João Paulo II, a principal unidade de emergência do Estado, do chão. O hospital tem 137 leitos comuns e 10 de UTI, mas a situação fugiu ao controle, com pacientes amontoados no chão aguardando até meses por cirurgias.
Funcionários do local dizem que o hospital sempre teve grande demanda, mas que nos últimos meses a situação ficou insustentável. A maioria atribui o aumento da procura ao crescimento populacional decorrente da instalação das usinas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, que atraiu milhares de trabalhadores de todo o País.
A dona de casa Leonice Reis, cujo marido aguarda atendimento médico há 17 dias para retirar uma bala no fêmur, conta que dorme no chão. A enfermaria em que se encontra, dividida com mais cinco pacientes além dos acompanhantes, vive molhada, por causa da chuva que invade o local. "Já me disseram que eu não posso ficar aqui, mas meu marido não consegue se levantar nem para ir ao banheiro", conta.
Entre as causas da crise da saúde está a falta de leitos nos hospitais do interior do Estado. Nas cidades de Cacoal e São Francisco, dois hospitais estão prontos, mas aguardam para serem aparelhados.
Além do reforço do Exército, o governador quer também recorrer a recursos federais para garantir mais investimentos na área. Segundo ele, o orçamento aprovado para este ano não é suficiente.

OESP, 12/01/2011, Vida, p. A14

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110112/not_imp664985,0.php

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