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Rio Uraricoera sofre sérios danos pela garimpagem ilegal em terras indígenas

Jornal Folha de Boa Vista - http://www.folhabv.com.br/
Autor: Yana Lima
13 de Fev de 2014

Muito se fala da proibição do garimpo em terras indígenas, mas o que muitas pessoas não sabem, ou não se deram conta, é dos danos que esta atividade causa não só para os indígenas como para a população de todo o Estado. Um exemplo é o rio Uraricoera, o mais extenso do Estado e afluente do rio Branco, que vem sofrendo agressões por conta da garimpagem ilegal, atividade da qual o pior não é a retirada ilegal de minérios que estiveram ali por milhares de anos, e sim a poluição e assoreamento do rio.

Na divisa entre os municípios de Amajari e Alto Alegre, a Noroeste do Estado, não muito distante da nascente do rio, a região concentra atualmente a maior quantidade de garimpeiros da Terra Indígena Yanomami. São, pelo menos, 30 balsas que deixam um saldo negativo no curso do rio.

O Urariocoera banha aproximadamente 870 quilômetros de Roraima e tem sua nascente na Serra de Pacaraima. Sua confluência com o rio Tacutu forma o Branco, o mais importante de Roraima e que abastece com água potável boa parte de Boa Vista. Ou seja, além de atingir diretamente as comunidades ribeiras, a atividade na terra indígena reflete em todo o Estado.

DANOS - Para se entender os danos ao rio, é necessário compreender a dinâmica do garimpo feito em balsas. Grosso modo, a atividade é semi-mecanizada, por meio de uma bomba de sucção que leva a areia e a lama do fundo dos rios para uma balsa, onde o material é peneirado para separar o ouro do material a ser desprezado.

É aí que mora um dos problemas. O refugo das caixas de captação das balsas, conhecido como "arroto", vai assoreando e interferindo no curso do rio. O que se pode observar ao longo do rio Uraricoera são enormes bancos de areia, formando verdadeiras dunas que se misturam às pedras emersas devido ao período de seca. Com isso, diminui-se a quantidade de água que chega ao rio Branco.

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