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Rio Motorsports agora diz que vai desmatar apenas metade da Floresta do Camboatá

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Autor: ((o))eco
21 de ago de 2020

A Rio Motorsports, o consórcio que quer construir um novo autódromo do Rio de Janeiro e escolheu como local a única opção que tem Mata Atlântica para desmatar, apresentou nesta sexta-feira (21) uma carta de intenções à Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Rio abrindo mão de 41% da área, que ao invés de ser usada para empreendimento imobiliário será usado para... a preservação ambiental. Para o empreendedor, a carta de intenções minimiza o desgaste após a popularização da campanha que quer preservar Camboatá, um dos últimos remanescente de Mata Atlântica de terras baixas da capital do Rio.

Segundo comunicado divulgado pela assessoria do grupo, o empreendimento promete utilizar 810 mil metros quadrados do terreno como "espaço de preservação ambiental" (o restante terá uma pista de autódromo, oficina e arquibancada). E "sugere que o espaço seja reservado para desenvolvimento de projetos ambientais como de manutenção do patrimônio biótico, Centro de Estudos em Interpretação Ambiental, implantação de um Centro de Recuperação de Animais Silvestres - CRAS, implantação de uma Área de Soltura de Animais Silvestres - ASAS, horto florestal e arboreto. A empresa propõe, ainda, que tais medidas sejam incluídas como condicionantes da licença a ser expedida pelo INEA", disse a Rio Motorsports.

"Esse tipo de manifestação soa para a gente apenas como uma tentativa desesperada de esverdear um projeto absurdo que pretende desmatar uma área de Mata Atlântica importantíssima e que abriga espécies ameaçadas de extinção. Não alterar em nada nossa opinião sobre o empreendimento. Não altera em nada a nossa opinião sobre os inadmissíveis impactos ambientais que esse autódromo geraria se fosse construído na área da floresta do Camboatá", diz o engenheiro florestal Beto Mesquita, que também participa do movimento SOS Floresta do Camboatá (veja a nota divulgada pelo movimento). "Eles não alteram em absolutamente nada o projeto do autódromo, ou seja, considerando que cerca de 20% da área total do Camboatá não tem floresta, mas que o autódromo se concentra justamente na porção mais florestada, como o próprio EIA-RIMA assume, pelo menos 73% da área florestal seriam desmatadas para a instalação do autódromo. Isso, se ele viesse voando e aterrizasse na vertical sobre a área", acrescenta Mesquita. (Daniele Bragança)

*Editado às 19h02, do dia 21/08/2020, para acrescentar mais uma fala do engenheiro florestal Beto Mesquita.

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