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Rio ganha mapa de áreas vulneráveis a aquecimento

O Globo, Ciência, p. 35
02 de Jul de 2009

Rio ganha mapa de áreas vulneráveis a aquecimento
Objetivo é ter dados para criação de políticas públicas

Carlos Albuquerque

Com boa parte dos seus habitantes vivendo perto da costa, o estado do Rio pode sofrer com a elevação do nível do mar, uma das mais comentadas consequências do aquecimento global. Para identificar esse e outros perigos em potencial, será criado um mapa da vulnerabilidade do estado do Rio frente às mudanças climáticas.
Serão criados índices para cada município
Abordando as áreas socioeconômica, da saúde e do meio ambiente, o projeto é parte de um acordo firmado entre a Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro (Sea) e a Fiocruz.
De acordo com Martha Barata, coordenadora do projeto, o objetivo do trabalho é criar índices de vulnerabilidade para cada município, na esperança de que eles se transformem em políticas públicas adequadas.
- Esse projeto foi iniciado ainda na gestão do ministro do Meio Ambiente, Carlos MInc, quando era secretário - explica ela. - Na época, foi desenvolvido um trabalho sobre a questão da vulnerabilidade nas zonas costeiras, de bacias hidrográficas, do clima e dos biomas no Estado do Rio. A ideia agora é juntar os dados existentes, adicionando indicadores sociais e econômicos. Com isso, esperamos ter um panorama completo das vulnerabilidades que podem afetar a população do estado. Afinal, não é possível limitar a questão das mudanças climáticas a apenas um setor, já que elas vão afetar a todos.
O mapa completo, que deve ficar pronto dentro de um ano, vai traçar o índice de vulnerabilidade de cada município do estado para, em seguida, adicionar as regiões.
Trabalho deve ficar pronto em um ano
Assim, acredita Martha, poderá ser feito um levantamento geral dos "furos" em cada área, criando condições de respostas a problemas como inundações de rios, secas ou avanço do nível do mar.
- Queremos produzir esses índices para que, daqui a um ano, eles possam ser usados para o desenvolvimento de políticas públicas municipais e, posteriormente, estaduais - explica Martha. - Vamos fazer como Londres, Chicago e Nova York, que possuem políticas ambientais localizadas. Mas, para isso, esses locais tiveram que conhecer suas vulnerabilidades primeiro.

O Globo, 02/07/2009, Ciência, p. 35

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