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Ribeirinhos ficam ilhados com cheia do Rio Cuiabá

Mídia news http://www.midianews.com.br/
Autor: Joanice de Deus
05 de abr de 2018

Pelo menos 10 comunidades ribeirinhas localizadas, em Santo Antônio do Leverger (35 quilômetros de Cuiabá), foram afetadas com o aumento no volume de água do Rio Cuiabá. Por conta da cheia provocada pelas chuvas registradas nos últimos dias, o prefeito da cidade, Valdir Castro, decretou situação de emergência no município. A estimativa é de que cerca de mil pessoas, que vivem no trecho compreendido entre as comunidades de Valo Verde até a Barra do Aricá, estão ilhadas.

Há quatro dias, em comunidades como Praia do Poço, Santa Clara, Rebojo e Barranco Alto I e II, o acesso nas propriedades rurais tem sido de barco. Isso por que as estradas, que ficam próximas às margens do rio, foram inundadas pelas águas do "Cuiabá", que transbordou na região na região, atingindo também as propriedades. Apesar disso, a informação é de que os ribeirinhos, já acostumados com a cheia neste período do ano, insistem em permanecer em suas áreas.

Em Santo Antônio, o nível do rio chegou a 9 metros de altura, ultrapassando a cota de alerta. Ontem, uma das preocupações da Defesa Civil municipal era de que o nível das águas aumentasse ainda mais. "Se subir mais 30 centímetros passará de situação de emergência para calamidade pública", afirmou o coordenador da Defesa Civil municipal, Pedro Ribeiro.

Conforme Ribeiro, todas as ações possíveis já foram adotadas pela administração municipal para atender as comunidades. "(Ante)Ontem já começamos a levar atendimento, água potável e cestas básicas. Também estamos realizando monitoramento diário", disse.

Ainda ontem, uma equipe técnica da prefeitura faria novamente um diagnóstico sobre a situação dos ribeirinhos e dos que ainda precisam de ajuda. Uma das principais preocupações é saber se os ribeirinhos estão tendo acesso à água tratada. "A prefeitura está atenta e atendendo as comunidades para levar tranquilidade às famílias. A Secretaria de Saúde também está levando atendimento médico e remédios em toda essa zona ribeirinha", disse.

A cheia provocou ainda estragos nas plantações, como de banana, milho e mandioca. "Todos foram atingidos com o aumento do volume da água. Aqui, a subsistência do ribeirinho é a pescaria e agricultura familiar e com a invasão da água toda plantação e hortifruti são prejudicados, inclusive, os animais, como gado e outras criações", disse. Bichos como galinhas procuram se proteger em cima das árvores ou em objetos ou locais mais altos, como cães e gatos.

As ações desenvolvidas pela prefeitura envolvem cerca de 100 pessoas, inclusive, de outras secretarias, como a de Saúde e Assistência Social. "Até as escolas estão com água na porta das unidades. Nesse momento, estamos sem aula e o transporte escolar está parado", comentou.

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