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Reunião entra em sua fase decisiva

OESP, Vida, p. A21
16 de Dez de 2009

Reunião entra em sua fase decisiva
Enquanto chefes de Estado discutem os rumos do acordo, cobranças se intensificam em Copenhague

Afra Balazina e Andrei Netto, Copenhague

Após dois anos de discussões, a Conferência do Clima da ONU entra hoje em seu momento mais crítico. A 48 horas da entrada em cena de cerca de cem chefes de Estado e de governo, ministros devem varar a madrugada em busca das respostas que o mundo aguarda: a fixação de metas para a redução das emissões de CO2 e a definição do financiamento para países em desenvolvimento.

A atmosfera de expectativa em torno da maior conferência diplomática da história subiu ontem, conforme a abertura oficial da reunião de ministros, chamada de segmento de alto nível, aproxima-se. Enquanto personalidades como o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, alertavam para a oportunidade de "mudar os rumos da história", as consultas diplomáticas se multiplicavam.

Fora da COP-15, Barack Obama (EUA), Nicolas Sarkozy (França), Gordon Brown (Inglaterra) e Angela Merkel (Alemanha) discutiram em videoconferência de 50 minutos os rumos do acordo. Em Paris, os chefes de Estado da França e da Etiópia anunciaram uma concertação entre a União Europeia e a Africana em torno de propostas comuns - o que pode garantir a sobrevivência de Kyoto, condição do G77, grupo do qual o Brasil faz parte.

Em Copenhague as cobranças se intensificaram. Todd Stern, enviado especial da Casa Branca, repetiu que a proposta dos EUA, de reduzir em 4% suas emissões de gases-estufa em relação a 1990, é melhor do que a da UE, que propõe redução de até 30% no mesmo período, se outro ano base for usado (2005). O príncipe Charles, convidado para a cerimônia de abertura do segmento ministerial, destacou o papel das florestas tropicais nas ações de combate ao aquecimento. Para ele, se não houver proteção das florestas, não há solução para o clima.

OESP, 16/12/2009, Vida, p. A21

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