OESP, Vida, p. A13
27 de Jan de 2009
Reunião do IPCC no País debate energia renovável
Herton Escobar
Cerca de 150 pesquisadores ligados ao Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC) se reuniram ontem no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, para a primeira reunião de elaboração de um relatório especial sobre energias renováveis.
O documento, que deve ficar pronto até 2011, fará uma revisão detalhada do conhecimento científico disponível a respeito do uso de energias renováveis no mundo - como solar, eólica, hídrica e biocombustíveis. "As energias renováveis são uma das opções mais importantes para redução das emissões de gases do efeito estufa no mundo e decidimos que elas mereciam uma atenção especial", disse ao Estado a secretária do IPCC, Renate Christ.
Sete cientistas brasileiros participam do trabalho. O tema é de especial interesse para o Brasil, que se coloca como líder na área dos biocombustíveis e que, recentemente, viu-se obrigado a defender a sustentabilidade ambiental e social de seus produtos no cenário internacional.
O relatório fará uma revisão científica das experiências com energias renováveis, detalhando as "que deram certo, as que deram errado e porque deram errado" - sem fazer recomendações políticas, segundo Renate. A ideia é que seja um documento "politicamente relevante, mas não prescritivo", nas palavras da assessora de cooperação internacional do Inpe e membro do conselho do IPCC, Thelma Krug.
Segundo o secretário-executivo da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima, José Miguez, o Brasil quer ver duas questões esclarecidas cientificamente no relatório: o debate sobre as emissões de metano de hidrelétricas e a sustentabilidade ambiental dos biocombustíveis. "Os europeu querem dizer que o etanol leva ao desmatamento", disse. "Todas as comparações feitas até agora foram muito falhas cientificamente."
OESP, 27/01/2009, Vida, p. A13
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