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Autor: Jennifer Ribeiro
09 de Mar de 2026
A Prefeitura de Dourados confirmou, nesta segunda-feira (9), que a reserva indígena do município lida com uma epidemia de chikungunya. Segundo a administração municipal, os casos confirmados aumentaram significativamente.
Para tentar evitar o avanço da doença, a reserva recebe um mutirão para eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. A ação, que começou nesta segunda, mobiliza agentes de endemias, profissionais de saúde e trabalhadores da limpeza das secretarias municipais de saúde e de serviços urbanos.
Mutirão
O mutirão começou pelo Hospital da Missão Evangélica Caiuá, localizado na aldeia Jaguapiru, região que concentra o maior número de casos. Conforme o boletim epidemiológico, já são 99 casos confirmados da doença e outras 183 notificações em investigação na reserva.
Durante as visitas às residências, foram encontrados diversos focos do mosquito, principalmente em caixas d'água. Isso porque muitas famílias não possuem abastecimento regular de água e armazenam água da chuva. Mesmo nas residências com água encanada, a distribuição é irregular, o que faz com que moradores mantenham recipientes cheios por longos períodos. O mesmo foi percebido na aldeia Jaguapiru.
Combate
Para combater os focos, as equipes utilizam produtos biológicos conhecidos como larvicidas ou bioinseticidas, que eliminam as larvas do mosquito em locais onde a água não pode ser retirada imediatamente, como caixas d'água. Este é um produto específico para as larvas do Aedes aegypti e não oferece risco para as pessoas ou animais domésticos. Outra forma de combate é a borrifação com a máquina costal, principalmente em locais com maior circulação de pessoas.
A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos iniciou a vistoria em prédios públicos da reserva, como escolas, unidades de saúde e centros de assistência social. Os serviços incluem roçada, limpeza de áreas e recolhimento de entulhos que possam acumular água.
Superlotação do hospital
Segundo a prefeitura, o Hospital da Missão Evangélica Caiuá tem registrado aumento na procura por atendimento médico. Atualmente, cerca de 130 pacientes são atendidos diariamente, a maioria com sintomas semelhantes, como dores intensas no corpo e nas articulações, dor de cabeça e náuseas.
Com a alta demanda, medicamentos utilizados para aliviar os sintomas começam a ficar escassos tanto no hospital quanto nos postos de saúde da reserva. A Secretaria Municipal de Saúde informou que reforçará imediatamente o fornecimento de medicamentos e buscará apoio do Governo do Estado para garantir assistência aos pacientes.
A chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo responsável pela dengue e pela zika. Os sintomas incluem febre alta, dores intensas nas articulações, dor no corpo, dor de cabeça, náuseas, cansaço e manchas na pele. Embora a maioria das pessoas se recupere em poucas semanas, em alguns casos, as dores nas articulações podem persistir por meses ou até anos, exigindo acompanhamento médico prolongado.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)
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