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Remanescentes de escravos, três kalungas de uma comunidade quilombola são infectados por coronavírus em Goiás

G1 GO e TV Anhanguera
Autor: Por Elisa Clavery, Fernanda Calgaro e Luiz Felipe Barbiéri, TV Globo e G1 - Brasília
22 de mai de 2020

Cuidadora de idoso que trabalha em Brasília retornou à comunidade quilombola num período de folga e contaminou o esposo e o filho. O idoso com quem ela trabalha está internado por Covid-19 em uma UTI da capital federal.

Uma cuidadora de idoso de 32 anos, moradora de uma comunidade kalunga, no norte do estado, localidade que abriga os quilombos mais isolados do país, foi contaminada pelo coronavírus. A mulher trabalha em Brasília, no Distrito Federal, com um idoso que atualmente está internado numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da capital federal por causa do novo vírus, segundo informações apuradas pela TV Anhanguera.

Além da cuidadora, o marido dela, de 29 anos, e o filho do casal, de 1 ano e 4 meses, também foram contaminados. A família mora numa comunidade quilombola em Teresina de Goiás, onde vivem 150 famílias.

O secretário de Saúde de Teresina de Goiás, Joseme Pereira Lopes, disse que a mulher apresentou os sintomas assim que voltou para casa ao retornar num período de folga do trabalho.

"Ela apresentou os sintomas logo nos primeiros dias. A nossa equipe se deslocou até a sua residência e os colocou em isolamento, prestando toda a assistência necessária a essa família. Encontram-se também em isolamento mais três pessoas da comunidade por terem tido contato com essa família", explicou Lopes.

A cidade de Teresina fica a 489 quilômetros de Goiânia, capital do estado, onde está concentrada grande parte dos hospitais estaduais e municipais, além da maior quantidade de leitos de UTI.

Isso agrava a preocupação dos moradores da comunidade que podem precisar de atendimento médico de alta complexidade depois da entrada do vírus no quilombo. Em Teresina de Goiás, a estrutura hospitalar é de um pronto socorro médico e duas unidades básicas de saúde, mas não dispõem de nenhum leito especial.

A Secretaria de Saúde estadual disse, em nota enviada nesta sexta-feira (23), que se reunirá na próxima segunda-feira (25) com a prefeitura de Teresina de Goiás, a Coordenação Nacional dos Povos Quilombolas (Conaq), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds) e representantes da comunidade quilombola para realizar um levantamento da situação destas comunidades.

https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2020/05/22/remanescentes-de-escra…

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