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Relatório do PPG-7 critica grandes obras que ajudam a destruir a Amazônia

Viaecológica-Brasília-DF
01 de ago de 2003

Uma visão crítica das grandes obras que o governo vem tocando na Amazônia, com forte impacto ambiental, deverá ser apresentada hoje (1) à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, por integrantes do grupo internacional que monitora os financiamentos no Brasil do Programa de Proteção às Florestas Tropicais, com fundos basicamente do grupo dos sete países mais ricos (PPG-7). Técnicos do próprio governo já sabem que há críticas a projetos controversos, como o famoso gasoduto da Petrobrás, que rasga o coração da floresta amazônica sob protesto das organizações não governamentais (ongs). A assessoria do ministério confirmou que o chamado Grupo Consultivo Internacional PPG-7 apresenta logo mais um "relatório independente, com a análise dos impactos relacionados as grandes obras de infra-estrutura em andamento na Amazônia, como a hidrelética de Belo Monte, o asfaltamento da BR 163, o gasoduto Urucu-Porto Velho". A secretária de Coordenação da Amazônia do Ministério do Meio Ambiente, Mary Allegretti, e o coordenador do IAG, Roberto Smeraldi - que também é coordenador da ong Amigos da Terra Amazônia - dão entrevista coletiva, às 14h30m, na sede do PPG-7(SCS, Q. 06, Bloco A, edifício Sofia, 2o andar), sobre o relatório. O IAG reúne especialistas nas áreas de ciências humanas, sociais e biológicas para assessorar a elaboração e execução de projetos do Programa Piloto. O relatório que será divulgado amanhã é resultado de visitas às obras e entrevistas do grupo com a Ministra Marina Silva, os governadores do Amazonas, Rondônia e Pará, representantes da SUFRAMA, do INCRA, do BASA, da ADA, do BNDES, do IBAMA, da Eletronorte, da Termonorte, da Petrobras, do Ministério do Planejamento e da sociedade civil .

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