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Reintegração de posse é suspensa, mas a maioria dos barracos dos índios é destruída

A Crítica (AM) - http://acritica.uol.com.br
Autor: Elaíze Farias
02 de Dez de 2011

Reintegração de posse foi determinada pela juiza Adriana Lima de Queiroz em favor de um proprietário privado

A suspensão da reintegração de posse de um terreno ocupado por aproximadamente 100 famílias indígenas foi recebida com surpresa e aplausos pelos moradores da área nesta sexta-feira (02) pela manhã. Antes da suspensão, contudo, aproximadamente 40 barracos foram destruídos por policiais da Rocam (Ronda Ostensiva Cândido Mariano).

A operação de desmontagem dos barracos (a maioria de madeira) já durava três horas e meia quando o oficial de justiça Josué Castilho anunciou a suspensão, nem informar os motivos à imprensa presente.

A reintegração de posse havia sido determinada pela juiza Adriana Lima de Queiroz, da 19ª Vara do Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho da 11o Região em favor de um homem identificado apenas com Ewerton.

A reportagem do portal acritica.com entrou em contato com o TRT para saber o motivo da suspensão mas o porteiro que atendeu a ligação disse que o expediente do órgão encerrou às 14h30.

Após a suspensão, as famílias indígenas comemoraram e afirmaram que vão reerguer os barracos que haviam sido desmontados.

Privado

O líder indígena Jair Miranha informou que as famílias estavam inconformadas. "Essa terra não é privada. Ela pertence à Semmas (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade) e agora veio esse homem dizendo que é dele. Estão quebrando tudo, derrubando as casas, as famílias estão revoltadas", disse Miranha, por telefone.

Conforme o funcionário da Fundação Nacional do Índio (Funao), Mário Stélio, a reintegração de posse expedida pela justiça é favorável apenas a Ewerton. Ela não se aplica à outra área próxima, que vem sendo reivindicada pela Semmas desde o início da ocupação, há cerca de oito meses.

Segundo Stélio, a primeira invasão aconteceu justamente no terreno privado. Ao tomarem conhecimento de que se tratava de um terreno não pertencente à prefeitura, as famílias se deslocaram a uma área "de baixo", que pertence ao Executivo municipal.

Um outro grupo de famílias indígenas, porém, optou por ocupar a área privada, mesmo sabendo do risco de que ela está sendo objeto de uma disputa envolvendo processo trabalhista. "Pelo que soubemos houve um leilão. Alguém ganhou e agora quer a terra", disse o funcionário, que está neste momento acompanhando a ação.

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