O Globo, Ciência, p. 38
12 de Dez de 2007
Reino Unido negocia floresta com Guiana
Daniel Howden e Colin Brown Do Independent
O Reino Unido apóia a oferta do presidente da Guiana de preservar os 50 milhões de acres da floresta amazônica do país em troca de fundos para projetos de desenvolvimento sustentável.
O ministro do Meio Ambiente, Phil Woolas, fará o anúncio esta semana, durante a conferência de Bali. Para muitos especialistas, a proposta de Bharrat Jagdeo é polêmica porque os britânicos passariam a gerenciar a floresta com possíveis implicações à soberania do país.
- Para o governo britânico, a proposta é significativa e bem-vinda. Respeitamos a soberania do país e consideramos a proposta do presidente Jagdeo pioneira. Vamos analisá-la oficialmente para ver qual seria a participação britânica - afirmou Woolas.
O desmatamento das florestas tropicais responde por um quinto das emissões de CO2 - um volume maior do que o de qualquer outro setor, exceto energia.
O governo da Guiana propôs entregar toda a sua floresta ao controle de um organismo internacional liderado pelos britânicos em troca de um acordo bilateral com o Reino Unido que garantiria ajuda financeira para um desenvolvimento seguro e assistência técnica necessária para que o país passe a ter uma economia "verde".
Os britânicos já têm acordos de proteção de florestas em países africanos da bacia do Congo e estão envolvidos em projetos pilotos de desenvolvimento sustentável no Brasil e na Indonésia. Os US$ 100 milhões investidos na região do Congo vêm de um fundo do Departamento de Desenvolvimento Internacional que ainda dispõe de recursos.
Segundo Woolas, o presidente Jagdeo o impressionou durante um encontro da Comunidade Britânica realizado no mês passado, em Londres.
E o ministro está otimista de que a oferta será aceita. Um porta-voz de Jagdeo disse:
- Precisamos agora começar a trabalhar juntos para reunir os recursos e as inovações dos mercados global de capitais, que fornecerão a resposta a longo prazo para evitar o desmatamento.
O Globo, 12/12/2007, Ciência, p. 38
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