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Reforma agrária

OESP, Fórum dos Leitores, p. A3
Autor: VASCO, Kátia
09 de Set de 2006

Reforma agrária

Na reportagem No Xingu, cenário para entender os erros nos assentamentos (4/9, A9) e no editorial Favelas rurais (6/9, A3), o Estado ignorou o que vem sendo feito pelo Incra para recuperar esses assentamentos, informações que foram detalhadamente repassadas ao repórter. O estudo citado foi encomendado pelo Incra e já resultou num plano de desenvolvimento regional que envolve 9 mil famílias da região. Os dois textos revelam um quadro de dificuldades ainda existentes em assentamentos criados em anos anteriores, ausentes de compromisso com a viabilização econômica e a garantia da qualidade de vida das famílias assentadas. Entretanto, nos novos projetos o acesso à terra vem acompanhado das condições para produzir e viver. O Incra triplicou os recursos iniciais para habitação, ampliou os investimentos em estradas e energia elétrica e retomou a assistência técnica. Reforma agrária, agora, com qualidade. O jornal revelou, ainda, um grave desconhecimento sobre a situação e os impactos dos assentamentos. Já existem estudos, publicados e disponíveis, demonstrando que as terras destinadas à reforma agrária produzem mais do que antes, com uma produtividade que acompanha a média da região, dinamizando as economias locais e regionais, além de proporcionar geração de empregos e uma significativa melhoria da qualidade de vida das famílias assentadas. Os estudos são claros: reforma agrária gera desenvolvimento e cidadania. O debate público sobre a reforma agrária só tem a ganhar quando, além das posições políticas, os leitores têm acesso a informações pautadas pelo rigor e pela pluralidade de pontos de vista.

Kátia Vasco, chefe de assessoria de comunicação do Incra
Katia.vasco@INCRA.gov.br Brasília

OESP, 09/09/2006, Fórum dos Leitores, p. A3

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