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Redução de vazão do Cantareira deve 'levar mais um tempo'

OESP, Metrópole, p. A22
10 de out de 2014

Redução de vazão do Cantareira deve 'levar mais um tempo'
Segundo o secretário Mauro Arce, a Sabesp está concluindo a ampliação de mil litros por segundo da capacidade de produção de água da Estação de Tratamento Alto do Boa Vista

Fabio Leite - O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - O secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, Mauro Arce, disse que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) deve "levar mais um tempo" para reduzir o volume de água retirado do Sistema Cantareira. Nesta quinta-feira, 9, o manancial chegou a 5,3% da capacidade, índice mais baixo de sua história.
Segundo Arce, a Sabesp está concluindo a ampliação de mil litros por segundo a capacidade de produção de água da Estação de Tratamento Alto da Boa Vista, na zona sul da capital, para remanejar mais mil litros por segundo do Sistema Guarapiranga para bairros ainda atendidos pelo Sistema Cantareira. Hoje, o Guarapiranga produz 14 mil litros por segundo.
"Ainda temos de ter a disponibilidade de água tratada e reposicionar os consumidores. Vai levar um tempo ainda. Imagino que até o fim do mês de outubro, começo de novembro (será feita a redução)", disse o secretário estadual.
Na Justiça. Na semana passada, os Ministérios Públicos Estadual e Federal entraram com uma ação na Justiça pedindo, entre outros pontos, a "revisão imediata" da retirada de água do Cantareira pela Sabesp. Em agosto, a Agência Nacional de Águas (ANA) chegou a anunciar um acordo com o governo paulista para reduzir a captação dos atuais 19,7 mil litros para 18,1 mil litros neste mês, mas Arce negou.
Desde julho, o Cantareira opera exclusivamente com água do volume morto, represada abaixo dos túneis de captação.
Nesta quinta-feira, restavam no sistema 51,5 bilhões de litros, que devem durar até o início do próximo mês. Para manter o abastecimento sem rodízio oficial até março do próximo ano, a Sabesp pretende usar uma segunda cota da reserva profunda, de 106 bilhões de litros. Na ação judicial, o MP tenta impedir a retirada, que ainda não foi autorizada.

OESP, 10/10/2014, Metrópole, p. A22

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