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Rede de poços vai monitorar água subterrânea e formação rochosa do Amazonas

A Crítica - http://acritica.uol.com.br
Autor: Elaíze Farias
05 de Ago de 2011

A formação rochosa e a água subterrânea de Manaus e de cinco municípios do interior do Amazonas serão monitoradas por um serviço inédito coordenado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) a partir de setembro.

O objetivo é analisar a qualidade da água, o processo de modificação natural ou antrópica (ação humana) e como e quando ocorrem as oscilações dos níveis dos rios. A iniciativa tem parceria do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Embrapa e Prefeitura de Manaus.

"A gente vai saber, por exemplo, como é o relacionamento da água da chuva com a água subterrânea. Estudar esse processo hidroclimático", explicou o geólogo Carlos José Aguiar, coordenador da Rede Integrada de Monitoramento das Águas Subterrâneas (Rimas).

Cinco poços já foram instalados em diferentes áreas de Manaus. Entre elas, a própria sede da CPRM, na avenida André Araújo, Aleixo, no terreno da Suframa e no Cemitério Tarumã, no Jardim Botânico Adolpho Ducke e Aeródromo de Manaus (aeroclube).

No interior, os municípios atendidos serão Tefé, Carauari, Presidente Figueiredo, Iranduba, Lábrea e Alvarães. A maioria dos poços será construída em terrenos de órgãos públicos.

O superintendente da CPRM, Marco Antônio de Oliveira, disse que o projeto prevê a construção de 500 poços de monitoramento no Brasil para avaliar a variação das águas subterrâneas. No Amazonas, serão 12.

"No mundo inteiro as águas são consideradas estratégicas. O clima vai ter impacto direto no regime das chuvas e teremos menos disponibilidade de água nos rios. O reservatório preservado é justamente as águas subterrâneas. Precisamos saber qual o volume armazenado nele", destacou Oliveira.

Carlos José Aguiar conta que o Rimas é "resultado" de um projeto anterior, que cadastrou mais de 200 mil poços artesianos em todo o Brasil. Somente no Amazonas e em Roraima, são 6, 5 mil poços. Em Manaus, são aproximadamente 3 mil poços.

O geólogo assinalou que há uma preocupação com o esgotamento da reserva de água do subsolo de Manaus, especialmente o localizado na zona leste da cidade.

"Estamos no maior reservatório de água doce do planeta, mas se se tira muita água, leva um tempão para retornar. Estamos com áreas críticas. A tendência é que a água diminua, com o rebaixamento dos níveis.

Os poços serão ativados daqui a um mês, quando aparelhos sensores serão instalados nos poços para identificar as oscilações da água. Os poços terão entre 80 e 100 metros de profundidade.

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