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Rede ambientalmente sustentável nas escolas

OESP, Vida, p. A12
30 de Abr de 2007

Rede ambientalmente sustentável nas escolas
Município de São Paulo vai adota

Simone Iwasso

As secretarias municipais de Educação e Meio Ambiente de São Paulo vão assinar, na quarta-feira, um termo de compromisso com os princípios da Carta da Terra, documento adotado desde 2002 pela Organização das Nações Unidas (ONU) como diretriz para um mundo democrático, uma cultura de paz e de respeito ao meio ambiente.

O objetivo do documento é difundir os conceitos entre a rede de alunos e professores e adotar na prática medidas que estejam de acordo com seus princípios, entre elas a economia de água e luz elétrica nas unidades escolares. Também estará presente no evento a diretora-executiva da Secretaria Internacional da Carta da Terra, Mirian Vilela.

"A partir desse compromisso, queremos que as políticas da área da educação sejam ambientalmente sustentáveis e que essa cultura democrática e de não-violência seja difundida dentro das escolas", explica o secretário de Educação, Alexandre Schneider.

Uma das medidas a serem colocadas em prática envolve a construção de unidades de acordo com parâmetros ecologicamente recomendáveis, uso de materiais não-poluentes e um incentivo para que cada escola reduza seu consumo de água e de luz. "Em uma semana, vamos também assinar um acordo com a Eletropaulo e a Sabesp nesse sentido. Escolas que reduzirem seu consumo, que conseguirem evitar desperdício, ganharão incentivos em forma de repasses", explica Schneider.

Além disso, a secretária pretende realizar parcerias com organizações não-governamentais que atuem na área ambiental para fazerem o papel de auditoras do processo. Elas deverão fazer o acompanhamento das iniciativas que serão colocadas em prática pela secretaria. O processo de seleção desses parceiros deve começar ainda neste mês.

Já a Secretaria do Meio Ambiente ficará responsável pela produção de materiais para serem distribuídos tanto entre alunos quanto para áreas técnicas. Um exemplo é uma versão da Carta da Terra, que será apresentada no evento e, depois, levada às escolas.

COMO TUDO COMEÇOU

A Carta da Terra reúne conceitos formados a partir da ECO-92, no Rio, depois do encontro de representantes de governos, organismos internacionais, organizações não-governamentais, movimentos populares e cientistas, entre outros. No ano de 1997, em um novo encontro, um grupo de intelectuais e cientistas deu forma ao documento, que acabou sendo lançado em Haya, em 2000.

Estão lá as preocupações com aquecimento global, mudanças climáticas e destruição de ecossistemas, ou seja, problemas que têm ganhando evidência, principalmente com a divulgação, neste ano, do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

Principais tópicos da Carta da Terra

Sustentabilidade: "Adotar planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável em todos os níveis"

Prevenção: "Orientar ações para evitar a possibilidade de sérios ou irreversíveis danos
ambientais"

Recursos: "Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo"

Economia: "Atuar com restrição e eficiência no uso de energia e recorrer cada vez mais aos recursos energéticos renováveis"

Erradicar pobreza: "Direito a água potável, ar puro, segurança alimentar, solos não contaminados, abrigo e saneamento"

Renda: "Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro das e entre as nações"

Igualdade: "Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como (...) tomadoras de decisão,
líderes e beneficiárias"

Preconceito: "Eliminar a discriminação em todas suas formas, como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social".

Educação: "Oferecer a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento"

OESP, 30/04/2007, Vida, p. A12

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