Agencia Brasil
Autor: Amanda Mota
26 de Jul de 2007
Servidores da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em Manaus, acusam funcionários da entidade, incluindo um membro da direção, de participar de um suposto esquema de desvio de recursos públicos que teria causado um rombo de cerca de R$ 1 milhão nos cofres do órgão federal.
A denúncia foi feita ao Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Amazonas (Sindsep-AM) e trata da suspeita de uso de notas frias, uso indevido do auxílio-combustível e pagamento de diárias a prestadores de serviço não vinculados ao órgão de saúde na capital amazonense. A Funasa confirma a irregularidade e promete levar o caso à Polícia Federal.
De acordo com o secretário-geral do Sindsep, Haroldo Machado, as suspeitas estão embasadas em cópias de documentos como notas fiscais, concessão de diárias, passagens aéreas e fluviais a pessoas não vinculadas à Funasa. Segundo os denunciantes, os documentos foram retirados do Sistema Integrado de Passagens e Diárias da fundação e estão direcionados, inclusive, a 15 indivíduos que não são servidores, sendo três deles funcionários de uma empresa do Distrito Industrial de Manaus.
No sistema de controle interno da Funasa, é possível constatar, desde 2006, o pagamento de diárias a pessoas cadastradas como "colaboradores eventuais", supostos prestadores de serviço que seriam na verdade empregados de empresas privadas, segundo a denúncia. "O curioso é que eles aparecem no sistema estando em dois lugares diferentes em um mesmo dia. Com isso, receberam o recurso para as viagens mais de uma vez num mesmo período sem estarem trabalhando para a instituição", afirmou Machado.
Sindicância e Federal
O coordenador regional da Funasa no Amazonas, Francisco Ayres (foto), confirmou as suspeitas e informou que o órgão já abriu um processo de sindicância e vai levar o nome dos acusados à Polícia Federal.
"A irregularidade foi identificada por meio de um processo de sindicância. Ainda hoje (ontem) vamos formalizar o caso na Polícia Federal, com o nome de todos os envolvidos, que já foram identificados na Funasa. Estamos agora revendo os procedimentos de controle para saber onde foram burlados e tentarmos coibir ações futuras dessa natureza", garantiu Ayres.
O coordenador não revelou o nome dos envolvidos, mas disse que quem beneficiava as pessoas de fora eram dois estagiários. Após análise dos documentos recebidos, a diretoria do Sindsep disse suspeitar que o esquema de corrupção tenha desviado dos cofres da Funasa cerca de R$ 1 milhão.
A direção do sindicatosep está organizando os documentos recebidos e também promete encaminhar, até o fim desta semana, a denúncia ao Ministério Público Federal, à Polícia Federal, à presidência nacional da Funasa e ao Ministério da Saúde para que o caso seja investigado e as devidas providências sejam tomadas.
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