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Quilombolas ameaçados por retomada de obras em estrada no Maranhão

Jornalistas Livres
Autor: Jornalistas Livres
07 de mai de 2020

Em plena pandemia, governo Bolsonaro pretende retomar obras que podem dizimar população quilombola na região, por causa da Covid-19

Sem fazer consulta prévia - como determina a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT)- às comunidades quilombolas da região, o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) pretende retomar, no mês de maio, as obras da BR-135, que corta os territórios quilombolas situados entre os municípios Iatapecuru-mirim (MA) e Miranda do Norte (MA). As comunidades quilombolas da região estão muito preocupadas, por conta da covid-19, que pode dizimar a população quilombola no Maranhão.

Temendo os impactos das obras nas comunidades, lideranças quilombolas resolveram criar um vídeo-manifesto e uma carta, que será enviada para o MPF (Ministério Público Federal), que mediou o acordo com DNIT e Fundação Cultural Palmares (FCP) sem consultar as comunidades que serão afetadas.

Nós, povos quilombolas de Itapecuru-Mirim e Miranda do Norte, no Maranhão, estamos sob risco iminente de genocídio. Em plena pandemia de Covid-19, o governo federal, por meio do DNIT, quer retomar as obras de duplicação da BR 135, que rasga nossos quilombos. As obras estavam suspensas por causa das inúmeras ilegalidades e violências que o DNIT já tinha cometido contra a gente. Agora, sofremos mais esta ameaça.

Assistam ao nosso vídeo-manifesto, compartilhem, gravem vídeos de apoio e assinem neste link a carta que será enviada para o MPF (Ministério Público Federal), que mediou o acordo com DNIT e Fundação Cultural Palmares (FCP) sem nos consultar. Que o MPF, DNIT, FCP e demais órgãos públicos nos ouçam e respeitem nossos direitos.

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