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Queimadas no Maranhão têm queda de 78%

ICMBio - www.icmbio.gov.br
26 de Set de 2008

As condições climáticas de diversas áreas da região Nordeste continuam propícias para as queimadas. No entanto, as ações educativas preventivas adotadas no Maranhão foram fundamentais para que, no período de 1o de janeiro a 16 de setembro deste ano, o estado registrasse o menor número de queimadas nos últimos cinco anos.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam que a quantidade de focos de calor registradas no estado, este ano, foi de 948, contra 4.313 contabilizadas no mesmo período do ano passado, uma redução de 78%.

Diminuição maior no mesmo período foi verificada somente em Roraima, com um decréscimo de 86% no número de focos. O relatório do Inpe foi enviado no último dia 23 de setembro ao Conamaz - Conselho dos Superintendentes do Ibama na Amazônia.

Embora a redução de incêndios seja significativa e animadora, a coordenação do Prevfogo do Ibama/MA demonstra preocupação com o fato de o Maranhão ainda ser o quarto estado da Amazônia Legal em número de queimadas, atrás do Pará (4.852), Mato Grosso (4.002) e Tocantins (1.246). Apesar disso, o Maranhão não foi contemplado no Decreto Federal que cria as brigadas municipais de combate a incêndios florestais, que tem beneficiado outros estados da Amazônia Legal com menor número de incidências desse problema ambiental, como Amazonas, Roraima, Acre e Amapá.

A superintendente do Ibama no Maranhão, Marluze Pastor Santos, destaca a importância da redução do número de queimadas como reflexo de ações educativas e de fiscalização conduzidas pelo órgão nos últimos cinco anos, mesmo diante das condições climáticas adversas que o estado enfrenta este ano com altas temperaturas e pouca umidade. Mas pondera que ainda há muito a ser feito para conter essa prática, que quase sempre está ligada ao desmatamento. Na região Nordeste, o MA só é superado pela Bahia em número de focos de calor detectados pelos satélites do Inpe. As duas grandes operações de combate às carvoarias ilegais este ano (Olho Vivo e Batavo) foram importantes para conter o número de infrações ambientais no estado.

Os instrutores do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), da Superintendência do Ibama no Maranhão, completam até o fim de setembro uma série de oficinas sobre queima controlada nos municípios de Icatu, Barreirinhas, Urbano Santos, Vargem Grande, Itapecuru-Mirim e Miranda do Norte. A viagem será concluída em Imperatriz no dia 1o de outubro.

Nessas cidades o Prevfogo/Ibama se reúne com representantes de sindicatos de trabalhadores rurais, associações comunitárias, entidades ambientalistas e outros atores sociais para juntos discutirem as técnicas adequadas e seguras para realização de queima controlada nas atividades agrícolas, pastoris ou de silvicultura. Esse tipo de curso já foi ministrado em 180 dos 217 municípios do Maranhão.

Nos cursos de queima controlada, os trabalhadores rurais são orientados sobre os riscos e desvantagens do uso indiscriminado do fogo que é, inclusive, um agente causador do empobrecimento do solo. Se ainda assim optarem pelo método mais rudimentar das queimadas, os agricultores devem obter a autorização do Ibama para o realizar o procedimento dentro da lei e seguir recomendações de segurança. Nesse caso, são instruídos a realizar a queima de forma comunitária e em horários menos quentes do dia (de manhã bem cedo ou no final da tarde), fazer adequadamente os aceiros (faixas limpas com uma distância segura para o fogo não se espalhar além da área autorizada), evitar a estação mais seca do ano e usar os aparatos recomendados para apagar as chamas.

As equipes do Prevfogo/Ibama também lembram que quem viaja pelas estradas deve evitar lançar vidros, cigarros e outros potenciais iniciadores de fogo na vegetação seca adjacente das rodovias.

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