VOLTAR

Quase mil queimadas no Brasil e países vizinhos, dezenas em terras indígenas

Viaecológica-Brasília-DF
06 de ago de 2003

Imagens de satélite mostram que há hoje (6) quase mil queimadas no Brasil (894) e países vizinhos (65), concentradas principalmente no estado do Pará, onde 435 focos queimam áreas da floresta amazônica, pastagens e restos de lavoura. Dezenas de queimadas estão em terras indígenas, embora organização não governamentais venham tentando mostrar que os índios queimam menos. No Pará, há 22 focos na terra indígena Baú, 15 na terra Kaiapó, 21 na terra Apyterewa, além de um foco de queimada na terra Tapirapé-Aquiri. O estado de Mato Grosso, que vinha se apresentando como campeão das queimadas, agora está com "apenas" 167 focos de calor, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Há muito fogo também no Tocantins (65 focos), em Goiás (63), São Paulo (44), Minas (38) e Bahia (11). Até no pequeno Distrito Federal foram detectados nada menos que sete queimadas. No enorme Amazonas há apenas três queimadas identificadas por satélites, devido às chuvas. Unidades de conservação importantes vêm sofrendo com o fogo, segundo o Inpe: O Parque Nacional das Emas, no sudoeste de Goiás, registrava queimada ontem, assim como o Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas, e as Florestas Nacionais de Tapirapé-Aquiri e Itacaiúnas, ambas no Pará. Também os Parques Indígenas do Xingu e do Araguaia registram queimadas em seu território. Nos países vizinhos, há queimadas na Bolívia (27), Peru (20), Argentina (10) e Guiana (7). O temor no governo é que, com o agravamento da estiagem na região norte e centro-oeste, enormes incêndios voltem a ser notícia no Brasil e no exterior, mostrando que não estamos cuidando bem do meio ambiente. (Veja o mapa completo das queimadas em http://www.cptec.inpe.br/products/queimadas/).

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.