Folha de Boa Vista
11 de Abr de 2011
Quartiero denuncia conspiração de ONGs para contaminar agricultura
Willame Sousa
O deputado federal Paulo César Quartiero (DEM) solicitará, nesta semana, que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) investigue os motivos do aparecimento de pragas na agricultura de Roraima, tais como a mosca da carambola, ácaro vermelho e o ácaro hindu.
O parlamentar disse que acredita em uma conspiração montada por organizações não governamentais (ONGs) "para atrapalhar o desenvolvimento local". Ainda nesta semana, ele irá ao órgão oficializar o pedido de investigação.
Quartiero foi um dos entrevistados na manhã deste domingo do Agenda da Semana, programa apresentado pelo economista Getúlio Cruz, na rádio Folha (AM 1020). O parlamentar afirmou que acha estranho que, apesar de Roraima não fazer fronteira com países com histórico de produção agropecuária, as pragas surjam primeiro na região.
"A Venezuela não é país com forte produção agrícola. A Guiana só produz no litoral. Temos muitos quilômetros de fronteiras por terra com vários países. O lugar menos provável para aparecer pragas animal e vegetal é Roraima. Mas, mesmo assim, elas aparecem primeiramente aqui", afirmou.
As demarcações de terras indígenas e criações de área ambientais também foram apontadas pelo deputado como acontecimentos que teriam a participação de ONGs interessadas em atrapalhar que o Estado cresça e no potencial econômico existente na Amazônia.
Também demonstrou preocupação quanto à possibilidade de o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) "fechar" a divisa com o Amazonas, ou seja, a produção vegetal e animal não poderia ser comercializada com o Estado vizinho. A medida poderia acarretar posteriormente o impedimento do comércio com Guiana e Venezuela.
Em reunião realizada em Brasília, no dia 05, entre Quartiero, o presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Estado de Roraima (Aderr), Rosirayna Remor, vice-governador de Roraima, Chico Rodrigues (DEM), o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim, dentre outros, foi discutida esta questão relacionada ao impedimento da comercialização com o estado vizinho.
"Cogita-se fechar e, se isto ocorrer, será um golpe mortal. Nosso mercado é o Amazonas", acrescentou. O deputado também afirmou ser necessária a união entre os parlamentares para que o cenário no Estado possa mudar para melhor. "Não temos conseguido nos organizar. Nós temos que nos defender, pedir apoio ao restante do país. Nossa vocação é a agropecuária", criticou. (W.S.)
Folha de Boa Vista, 11/04/2011
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