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PROTESTE faz parte da Aliança pela Água, lançada em SP para sugerir ações diante da escassez de água

Proteste.org - www.proteste.org.br
29 de out de 2014

PROTESTE faz parte da Aliança pela Água, lançada em SP para sugerir ações diante da escassez de água

29 out 2014

Entidades se unem para apresentar propostas efetivas e exigir transparência na divulgação de informações pelo governo.

A PROTESTE Associação de Consumidores integra a Aliança Pela Água, lançada nesta quarta-feira (29), em São Paulo. Trata-se de uma coalizão de sociedade civil para contribuir com a construção de segurança hídrica em São Paulo, por meio da coordenação das várias iniciativas já em curso e da potencialização da capacidade da sociedade de debater e executar novas medidas.

São Paulo vive a maior crise hídrica de sua história. Mais de 60 municípios enfrentam a falta de água e o racionamento já atinge milhões de pessoas. Reservatórios e rios encontram-se em níveis críticos nas bacias dos rios Tietê e Piracicaba e as previsões climáticas para os próximos meses não são animadoras.

Para atacar o problema, as entidades propõem o cumprimento de metas de curto e longo prazo.

Meta de curto prazo: chegar a abril de 2015 em situação segura para enfrentar mais um período de estiagem.

Meta de longo prazo: implantar um novo modelo de gestão da água, que garanta um futuro seguro e sustentável para os moradores de São Paulo (estabilidade social, econômica e ambiental).

Para atingir essas metas, as organizações participantes propõem um consenso em torno de um conjunto de ações. Essa agenda mínima é o núcleo que vai permitir que instituições independentes entre si unam esforços e multipliquem o resultados de suas iniciativas.

A agenda mínima foi construída a partir dos resultados do projeto Água SP, que teve a adesão de mais de 280 especialistas de 60 municípios, que propuseram 196 ações de curto prazo e 191 de longo prazo, além de apontarem mais de 300 iniciativas inspiradoras para a gestão da água em São Paulo.

A Aliança pela Água de São Paulo reúne organizações com formas bem diversas de atuação. Mesmo com essa pluralidade, que enriquece o debate e aumenta a eficiência das soluções, as organizações propõem um consenso em torno de um conjunto de ações. Essa agenda mínima é o núcleo que vai permitir que instituições independentes entre si unam esforços e multipliquem o resultados de suas iniciativas. As propostas levantadas no mapeamento Água SP e a serem debatidas nos próximos meses podem ser vistas como aprofundamento das linhas gerais de ações propostas nessa agenda mínima.

A crise da água no Estado de São Paulo pode ser atribuída a um conjunto de fatores: ênfase dos governos na retirada de mais água de rios e mananciais e não no uso racional do recurso; desmatamento nas áreas de mananciais e poluição das fontes de água em quase todo o Estado; seca extrema, em especial no Sistema Cantareira; pouco espaço para participação e falta de transparência quanto à gestão da água. E agravados por outro fator: a resistência dos governos em tomar medidas mais firmes em um ano eleitoral.

Em setembro de 2014, o Instituto Socioambiental (ISA) deu início ao projeto Água SP, com o objetivo de mapear atores e propostas que possam contribuir para lidar com a crise da água em São Paulo. O mapeamento foi realizado em parceria com a organização Cidade Democrática e contou com o apoio de 23 instituições, incluindo associações comunitárias, ONGs locais e algumas das maiores organizações ambientais do mundo.

http://www.proteste.org.br/institucional/imprensa/press-release/2014/pr…

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