VOLTAR

Proteção da Amazônia ainda não tem núcleo de telecomunicações

ComCiência-Campinas-SP
08 de Ago de 2003

Apesar do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) - base tecnológica do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) - ter sido implantado em julho de 2002, após cinco anos de negociações, licitações e confusões, o sistema ainda opera de maneira incompleta, devido à dificuldade de comunicação entre o Centro de Coordenação Geral (CCG), instalado em Brasília, onde ficam centralizadas e disponíveis as informações obtidas a partir dos dados coletados na Amazônia, e os Centros Regionais de Vigilância (CRV) localizados em Belém, Manaus e Porto Velho, que são interligados entre si e ao CCG, voltados à concentração, tratamento e difusão de informações nas respectivas áreas de abrangência.

A assessoria de imprensa do Sipam explica que o núcleo de telecomunicações do CCG ainda está em fase de implantação, sendo que até o fim do ano estará funcionando normalmente. A assessoria também informa que as partes de hardware e software do núcleo ainda não foram instaladas, e sendo assim, a comunicação entre os centros da Amazônia e o centro da capital federal fica debilitada. "Mesmo assim, o Sipam tem condições de gerar conhecimento com as capacidades que estão instaladas e consideradas operacionais pelo Comando da Aeronáutica, que é responsável pela aquisição, implantação e recebimento de bens e serviços do Projeto Sivam. O Núcleo de Telecomunicações em Brasília não é um 'paliativo', mas trata-se de um condicionante técnico necessário ao funcionamento integrado dos centros instalados na Amazônia", diz a assessoria.

As informações geradas pelo Sivam estão disponíveis a qualquer cidadão que se interessar, através do Centros Estaduais de Usuário (CEUs) que funcionam em locais determinados por cada estado, podendo ser na secretaria de meio ambiente ou na secretaria de ciência e tecnologia, por exemplo. Os nove estados da Amazônia já tem o CEU em funcionamento, sendo que o último a entrar em funcionamento foi o do Maranhão. No entanto, essa disponibilização de dados não acontece com as informações sigilosas, utilizadas no planejamento de operações estratégicas. Segundo a assessoria do Sipam, recentemente, o Ibama, utilizando informações geradas pelo sistema, impediu uma ação predatória em uma grande área na floresta amazônica.

O Sipam é um macro sistema de produção e veiculação de informações sobre a Amazônia, com uma complexa base tecnológica e uma integrada rede de instituições nos âmbitos federal, estadual, municipal e não governamental, voltada para a produção do conhecimento, proteção e desenvolvimento humano e sustentável da região. O Sivam é um ambicioso projeto do governo brasileiro que faz parte do Sipam e pretende monitorar todas as ações na região da floresta amazônica. Consiste em um avançado sistema de meios técnicos, composto por subsistemas integrados de sensoriamento por satélite, plataforma de coleta de dados, estações meteorológicas, aeronaves de vigilância, estações de radar e exploração de comunicações, instalados e em operação nos estados do Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Pará, Amapá, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão. A floresta amazônica abrange 61% do território nacional, tem 5,2 milhões de km², a maior bacia de água doce do planeta e 12% da população brasileira.

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.