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13 de Dez de 2010
Programa dará bolsas de até R$ 4 mil para que indígenas de Dourados apliquem conhecimento da universidade nas próprias comunidades
Um projeto do PNUD vai incentivar índios da região de Dourados (MS), formados em universidades ou estudantes de graduação, a voltarem para suas aldeias e aplicar em suas próprias comunidades o conhecimento que adquiriram. A iniciativa vai dar financiamento de até R$ 4 mil por ano a propostas na área de segurança alimentar, já que há registros de morte de indígenas por desnutrição nos últimos anos.
O edital de Pequenas Doações para Projetos Indígenas, que detalha como será o financiamento e como as propostas serão selecionadas, afirma que "é nítida a situação de insegurança alimentar e nutricional nesta região - grande parte das comunidades perderam a sua capacidade de produzir alimentos e dependem, portanto, da distribuição de cestas básicas pelas entidades governamentais".
Segundo Renata Oliveira Costa, coordenadora técnica do PNUD no Programa Conjunto de Segurança Alimentar, muitos dos indígenas que deixam suas aldeias para cursar a universidade acabam atuando longe das suas comunidades. "As lideranças que estão dentro das aldeias falavam 'você estudou tanto tempo, e cadê a resposta para a comunidade?'. Essa foi a demanda, e nossa proposta é dar um apoio para que os estudantes compartilhem o conhecimento adquirido em todos esses anos de academia", explica.
Para participar, o proponente deve ser indígena e estudar ou ser recém-formado em uma das universidades que integram a Rede dos Saberes, que inclui a UEMS (Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul), a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), a UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) e o UNIGRAN (Centro Universitário da Grande Dourados). O tema da proposta deve estar ligado à segurança alimentar.
"Usamos o conceito de forma ampla, incluindo não apenas comida na mesa, mas também gestão ambiental, territorial e retomada de tradições culturais. E os objetivos que pretendemos alcançar são gestão sustentável da agrobiodiversidade local e empoderamento comunitário, para que eles possam decidir por si próprios os rumos que querem tomar", diz.
O edital, cujo valor de financiamento pode chegar a até R$ 4.000 anuais por projeto, também inclui uma outra modalidade, que é a tutoria. Voltada a professores (indígenas ou não), a iniciativa dá incentivos para que os docentes orientem os projetos e realizem visitas a campo, gerando uma maior integração com os alunos.
"Nossa ideia não é levar projetos prontos para eles, mas tentar fazer com que eles brotem a segurança alimentar dentro de suas comunidades. E ninguém melhor para falar sobre isso do que os próprios indígenas", finaliza.
Sobre o projeto
O Pequenas Doações para Projetos Indígenas é uma ação do PNUD dentro do Programa Conjunto Segurança Alimentar e Nutricional de Mulheres e Crianças Indígenas formado também por OPAS, FAO, UNICEF, OIT, Ministério da Saúde, FUNAI, Agência Brasileira de Cooperação e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
http://www.pnud.org.br/pobreza_desigualdade/reportagens/index.php?id01=…
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