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Projeto do IEF para monitorar e reduzir emissões por desmatamento é aprovado pelo Governo Federal

Instituto Estadual de Florestas do Amapá - http://www.ief.ap.gov.br
16 de set de 2014

Cerca de R$ 300 mil reais serão destinados ao monitoramento e a redução de emissões por desmatamento e ao aumento dos estoques de carbono no Amapá. Os recursos foram acessados através de um projeto construído pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) e encaminhado ao Ministério da Justiça.

O projeto tem como objeto a Floresta Estadual do Amapá (Flota) e sua essência consiste na valoração da floresta em pé, tendo como produto não a madeira ou produtos florestais não madeireiros, e sim a regulação climática, o bem estar e biodiversidade que a floresta proporciona. Serão beneficiados diretamente os moradores de dentro e do entorno da Floresta.

O Amapá é o estado mais conservado do país, possuí 97% da cobertura florestal original e 70% de suas terras estão em áreas protegidas (Unidades de Conservação e Terras Indígenas). Nesse contexto, o Estado do Amapá tem uma responsabilidade ambiental na conservação das florestas, para isso é necessário desenvolver mecanismos eficientes de governança que possibilitem o alcance desses objetivos. Isso inclui o desenvolvimento de práticas que possibilitem a sustentabilidade sócio, econômica e ambiental.

Área de atuação

A área da FLOTA/AP é estimada em 23.694 km² que compreendem uma área descontínua com quatro módulos distintos. O monitoramento de reduções de emissões por desmatamento e degradação, acontecerá no módulo II da FLOTA/AP, com uma área 3.420 km². Este módulo abrange o território dos municípios de Pedra Branca e Porto Grande. Seu limite natural relevante é o rio Vila Nova, que percorre todo o interior da área.

Os meios de acesso ao módulo II são principalmente a BR-210 e a Estrada de Ferro do Amapá. Apresenta projetos de assentamentos e de extração mineral, desta forma sofrendo pressão constante de desmatamento, assim uma área está sendo destinada para monitoramento visando controle e redução de desmatamento, possibilitando a implementação de Projetos de Redução de Emissões por Desmatamento, Degradação Florestal, Manejo Florestal Sustentável e Aumento dos Estoques de Carbono - REDD+.

O sistema de monitoramento proposto pelo IEF/AP auxiliará nas resoluções de questões substanciais a cerca dos estoques de carbono da FLOTA/AP ao longo da Perimetral Norte, dos assentamentos localizados no perímetro do módulo-II da FLOTA/AP, assim como todo e qualquer uso e ocupação do solo, garantindo que os esforços para reduzir o desmatamento sejam mensurados, relatados e verificados de forma transparente para garantir o bom funcionamento do mecanismo de um Projeto Piloto de REDD+ no Amapá.

Efeitos positivos

Além do objetivo de monitorar e reduzir as emissões por desmatamento, outros efeitos positivos serão gerados com a implementação do projeto, são eles:

- Conhecer a dinâmica do carbono na floresta;
- Conhecer a biomassa e as estimativas de estoque das florestas de terra firme;
- Proteger a floresta com a implantação de áreas que gerarão créditos de carbono;
- Manter a biodiversidade local;
- Manter a regulação hídrica local;
- Manter a regulação climática.
- Promover o desenvolvimento social de comunidades tradicionais na área de influencia do projeto
- Promoção da Economia do Carbono no Estado do Amapá;

Metodologia

Para monitorar e então trabalhar na redução dessas emissões, vinte parcelas permanentes de árvores de 10 X 250 metros serão instaladas na área de estudo distribuídas de forma aleatória na área do projeto. As árvores plantadas devem ser variadas, de acordo com as tipologias florestais existentes na área do projeto.

A partir disso, começa o monitoramento contínuo das parcelas permanentes segundo metodologia desenvolvida pela EMBRAPA/AP, resultando na análise da dinâmica florestal na área do projeto. O monitoramento permite a quantificação da biomassa (recurso renovável que provêm de matéria orgânica) resultando na análise de anual do estoque de carbono.

Ana Euler, Diretora-presidente do IEF, reafirma o compromisso do Instituto com as inicitivas de REDD: "um trabalho de redução de emissões por desmatamento e dregração é positivo para o mundo. O IEF é pioneiro nesse trabalho no Amapá e seguindo com nossos projetos, vai ser exemplo para o Brasil", concluiu.

Os custos para o projeto totalizam R$ 394.804,39, sendo R$ 371.658,59 e R$ 23.145,80 de contrapartida do Governo do Amapá. A partir da aprovação do projeto, foram iniciados os trâmites processuais entre Governo do Estado e Governo Federal para dar início aos trabalhos antes do próximo ano.

http://www.ief.ap.gov.br/conteudo/lista_noticias/531

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