O Globo, Rio, p. 13
10 de Jul de 2012
Programa de proteção a pescador é falho
Secretaria estadual de Segurança diz faltar amparo legal ao projeto
O Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH), criado pelo governo federal, ainda não está em pleno funcionamento e permanece sem amparo legal. Por isso, a segurança pessoal do líder ativista Alexandre Anderson de Souza, presidente da Associação Homens do Mar da Baía de Guanabara (Ahomar), não é feita da forma adequada. A informação é da Secretaria estadual de Segurança do Rio.
"A escolta foi uma iniciativa da Secretaria, e segurança pessoal é apenas um dos pilares do PPDDH, que prevê, ainda, a assistência social e jurídica do protegido", informou a secretaria, em nota.
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República contestou a informação lembrando que "desde que foi criado, o PPDDH já protegeu cerca de 300 defensores de direitos humanos em todo o Brasil". Acrescentou ainda que "os estados e as organizações da sociedade civil são entidades parceiras do governo federal para o bom funcionamento do programa."
O pescador Alexandre Anderson, que vem recebendo ameaças desde 2007, prestou depoimento de duas horas na Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE). Os delegados da especializada analisam as informações.
O Globo, 10/07/2012, Rio, p. 13
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.