VOLTAR

Programa de Aécio não detalha corte de pastas

OESP, Política, p. A9
01 de Out de 2014

Programa de Aécio não detalha corte de pastas
Capítulo sobre gestão pública aborda de forma genérica proposta de redução de ministérios; plano para o meio ambiente promete acelerar licenciamento

Luiz Guilherme Gerbelli e Roldão Arruda - O Estado de S. Paulo

O candidato do PSDB à Presidência Aécio Neves não detalhou no capítulo sobre gestão pública do seu programa de governo a quantidade de ministérios e de cargos comissionados a serem extintos. Divulgado nesta terça-feira, 30, o programa aborda o tema apenas de forma genérica: fala somente em diminuir o tamanho do governo.
Uma gestão tucana ia, de acordo com o texto, "promover extinções e fusões de Ministérios, com redução do número de cargos comissionados de livre nomeação, de forma a tornar a administração pública mais enxuta e operante."
Desde o início da campanha, o tucano tem prometido diminuir o tamanho do governo, mas evita falar quais dos 39 ministérios seriam extintos. No horário eleitoral, prometeu que cortaria a quantidade de ministérios pela metade. Com relação aos cargos comissionados, Aécio afirmou ao participar da série 'Entrevistas Estadão' que poderia extinguir cerca de 7 mil cargos.
A proposta de cortar ministérios foi criticada pela presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição. Eduardo Campos, ex-candidato do PSB, que morreu em um acidente aéreo, também defendia a redução das pastas.
Programa. A campanha de Aécio Neves optou por divulgar o programa de governo em partes e por meio das redes sociais.
Nesta segunda-feira, 29, ele apresentou as propostas para a sustentabilidade. A promessa de agilizar os licenciamentos ambientais, com a eliminação de demandas burocráticas e cartoriais, foi uma das questões que mais chamou a atenção.
Na avaliação da coordenadora do Instituto Socioambiental (ISA), Adriana Ramos, é possível destacar dois aspectos positivos no capítulo sobre a questão ambiental de Aécio. O primeiro seria a diversificação da matriz energética. O segundo seria a pulverização das fontes geradoras de energia.
A especialista fez restrições, porém, à questão da desburocratização do licenciamento: "A flexibilização pode atropelar órgãos que têm que se manifestar sobre a questão indígena, o impacto sobre as comunidades quilombolas, o patrimônio ambiental e material. É uma boa ideia, mas não pode ser conduzida de maneira negativa."
Segundo Fabio Feldman, coordenador do capítulo sobre sustentabilidade, a proposta do tucano não traz riscos. O que compromete o licenciamento, na avaliação dele, são exigências desnecessárias. "Em todos os lugares só se fala mal do licenciamento. Não é legítimo dizer que quando se fala em agilizar o licenciamento pode-se trazer um comprometimento."

OESP, 01/10/2014, Política, p. A9

http://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,programa-de-aecio-nao-…

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.