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18 de Mar de 2014
A Universidade Estadual de Roraima (UERR) condenou Um professor do curso de Agronomia da Instituição por conta de uma postagem na rede social Facebook feita em 2012. Ele foi acusado de racismo e preconceito contra os povos indígenas após comentar em um grupo de discussão criado pela Seção Sindical dos Docentes da UERR (Sinduerr).
A condenação administrativa foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOU) do dia 13 de março. Segundo a instituição, o professor teria agido de maneira "preconceituosa" ao postar na rede social Facebook, conteúdo negativo em relação aos povos das comunidades indígenas do município de Normandia.
A multa de 10 dias de suspensão foi convertida em prestação de serviço, com a finalidade de que ele adote medidas afirmativas voltadas às comunidades indígenas de Normandia.
COMENTÁRIO
O comentário é extenso e nele o professor relatou o que seriam "as aventuras para ministrar aulas no município de Normandia". Ele disse que desde quando a UERR decidiu ofertar vagas para o curso de Agronomia no município, no final do ano passado, se reuniu com a Reitoria da instituição para argumentar sobre a falta de estrutura no local.
Segundo o professor, uma sala antiga da primeira escola do município que é utilizada pelos alunos teria problemas de ventilação, com apenas dois ventilados de parede e cadeiras antigas. Além disso, faltariam materiais e equipamentos para ministrar as aulas. O docente relata ainda que, para chegar até a unidade da UERR em Normandia, até uma certa parte do trecho o ônibus disponibilizado é confortável, com ar-condicionado.
O restante da viagem é feita em um transporte "velho e bem desconfortável". "Quando entramos na estrada de chão, o ônibus parece uma bateria de escola de samba, demora em torno de 1 hora e 50 minutos até chegar a Normandia, sacudindo que nem pipoca", disse no comentário. Ele relata que no período de seca é necessário andar nas primeiras poltronas do ônibus devido à poeira.
Já no inverno, quando os vidros precisam ser fechados, seria um "desespero, pois já tive várias situações de crianças indígenas que nunca andaram de ônibus provocarem. senhoras entrando com o chinelo melado de bosta, isso mesmo, fezes. Além disso, é comum indígenas entrarem bêbados, fedendo mais que urubu".
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