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02 de Out de 2007
Produção quilombola é incentivada em feira
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Um espaço destinado a palestras técnicas sobre agricultura familiar, exposição de artesanatos e comidas regionais, além de incentivar aprodução local. Foi essa oportunidade que a comunidade quilombola da Lagoa da Pedra, município de Arraias, distante à 413 quilômetrosde Palmas, teve na 2ª Feira de Negócios da Agricultura Familiar, queocorreu nos últimos sábado e domingo. O evento contou com o apoio daSecretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seagro), Ruraltins, Banco do Brasil, entre outros parceiros. Giovani Chalub ministrou palestra explicando sobre créditos rurais, focando àcomunidade quais são os benefícios e os riscos da prática. Temos que mostrar o que eles ganham com o crédito rural e em contrapartida mostrar que caso não seja bem aplicado, não terão um retorno satisfatório, afirmou. Segundo Chalub, muitas vezes o agricultor solicita o crédito e depois de aprovado, em vez, de investir na agricultura, a pessoa compra uma geladeira, televisão, entre outras atividades. É isso que queremos combater, pois o empréstimo tem uma única finalidade e sem esquecer que esse crédito deve ser pago, destaca Chalub.
Parceria
A gerente de Desenvolvimento Regional Sustentável, do Banco do Brasil (BB), Giljane Dourado, participou do evento para formalizar a parceria do banco com os quilombolas. Investimos mais de R$ 300 mil, incluindo maquinários e créditos também, declarou. Ainda de acordo com Giljane, a parceira aconteceu devido às potencialidades econômicas que a comunidade tem para oferecer. Para a agricultora Lucrêcia Moura Dias, 20 anos, a Feira aconteceu em boa hora. Precisamos de eventos que incentivem nossa comunidade a produzir cada vez mais, defendeu. Quem passou pela barraca de Lucrêcia, como a funcionária pública Selene Sotero pôde conferir produtos de olericultura colhidos na comunidade. Vim comprar as verduras aqui, pois sei que a produção não leva agrotóxicos, explica Selene. SECA A inauguração do projeto Mandala, realizado pelo Ruraltins, durante o evento, teve a aprovação dos quilombolas e aconteceu em momento de estiagem que a região sudeste vem passando. Há mais de seis meses não cai uma gota de água e através do projeto é que estamos conseguindo passar por este período de agonia, ressalta Ruimar Antônio Farias, presidente da Associação de Produtores da Comunidade Lagoa da Pedra. O projeto contém nove círculos onde são cultivados feijão, repolho, hortaliças, raízes e no centro foi feito um tanque com água onde são criados peixes e patos. Segundo Farias todo os produtos são comercializados e revertidos para o próprio projeto. Pois, o sistema Mandala tem somente três meses de implantação dentro da comunidade. Deusina Dias da Costa é uma das mulheres que cuida da horta no formato de Mandala,e se diz satisfeita com o projeto. Segundo Valdivino Fraga, técnico do Ruraltins, este é o terceiro município que recebe o projeto. Para realizar o Mandala é investido aproximadamente R$ 3 mil, e o retorno é dentro de trinta dias, afirma. Ainda de acordo com informações de Fraga, o projeto tem baixo custo justamente para ser viabilizado.
Fonte: Clipping da 6ªCCR do MPF.
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