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Procurador quer anular lei em S. Sebastião

OESP, Metrópole, p. C6
13 de Abr de 2007

Procurador quer anular lei em S. Sebastião
Rodrigo Pinho ingressa com ação de inconstitucionalidade no TJ para bloquear criação de Zeis e verticalização

Alexssander Soares e Simone Menocchi

O procurador-geral de Justiça do Estado, Rodrigo César Rebello Pinho, ingressou ontem com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Tribunal de Justiça (TJ) para anular a criação das Zonas de Especial Interesse Social (Zeis) em São Sebastião, litoral norte paulista. O prefeito Juan Pons Garcia (PPS) criou as Zeis para regularizar a situação de bairros clandestinos, incluindo, no projeto de lei, artigos que liberavam a verticalização na cidade.

A idéia de prédios em São Sebastião é rejeitada por parte da população, que temia a perda do que faz da cidade uma das atrações do litoral norte: a conservação da paisagem, de morros à beira-mar, e das praias. O projeto, que prevê melhorias em cerca de 40 bairros clandestinos , foi aprovado pela Câmara no mês passado, mas, segundo o promotor Edward Ferreira Filho, assessor da Procuradoria do Estado, deveria ser discutido só depois da definição do Plano Diretor. "A cidade não tem Plano Diretor, não definiu ainda, e quer estabelecer as Zeis. É como colocar os carros na frente dos bois", comparou o representante do Ministério Público Estadual (MPE).

DESOBEDIÊNCIA

De acordo com o promotor, vários fatores foram desobedecidos. "Um deles é a falta de estudos técnicos que viabilizem a instituição das Zeis nessas áreas. Deveria haver vários estudos antes da aprovação da lei." Outro fator que colaborou para o pedido de suspensão foi a forma como a Câmara aprovou a lei. "A Camara ofendeu a independência dos poderes. Deu um cheque em branco para a prefeitura, para que o Executivo decida o que fazer."

Na ação também é citada a falta de consulta à população e a falta de aprovação do texto final do Plano Diretor, discutido desde o ano passado, mas que até agora não saiu do papel. A Assessoria de Imprensa da prefeitura informou ontem que só pretende se pronunciar quando for notificada para se defender da Adin.

OESP, 13/04/2007, Metrópole, p. C6

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